Notícias Professores da rede municipal de São Paulo encerram greve após 117 dias

Professores da rede municipal de São Paulo encerram greve após 117 dias

Agência Estado

Professores da rede municipal de ensino decidiram na noite desta segunda-feira, 7, suspender a greve que já durava 117 dias na cidade de São Paulo. Os docentes aprovaram a última proposta da gestão Ricardo Nunes (MDB) e vão retornar às atividades presenciais, atualmente limitada a 35% de ocupação nas escolas por causa da pandemia de covid-19.

A paralisação dos professores começou no dia 10 de fevereiro, em meio à segunda onda de coronavírus na capital paulista. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal (Sinpeem), a pauta principal é melhorar as condições sanitárias para o retorno presencial das aulas e defender o trabalho remoto enquanto a categoria não fosse vacinada. No mesmo mês, a Prefeitura anunciou que iria descontar o salário dos profissionais em greve.

Uma nova rodada de negociações com a Prefeitura aconteceu nesta segunda-feira, que propôs, caso a greve fosse encerrada, devolver 50% do valor descontado imediatamente e os outros 50% após reposição das aulas, além de retirar as faltas do prontuário e não punir os grevistas. Também teria oferecido intermediar conversas com o governo do Estado para antecipar a vacinação dos professores.

A categoria discutiu e aprovou a proposta na noite desta segunda-feira, em assembleia. Presidente do Sinpeem, Cláudio Fonseca afirma que o movimento já teria resultado em uma série de "medidas pontuais" para reduzir os riscos de contaminação nas escolas.

"Pressionamos pela contratação de mais equipes de limpeza e novos mobiliários, com distanciamento e mais arejados", disse o representante do sindicato. "Também conseguimos assegurar que a Secretaria Municipal de Educação, através de ata de registro de preço, compre mais equipamentos de proteção individual (EPI) e mais testes RT-PCR e de saliva, para ter uma rotina de testagem até para os assintomáticos."

Ainda segundo Fonseca, cerca de 30 mil dos 80 mil profissionais de educação foram imunizados na cidade. "É bastante importante o compromisso de tentar antecipar o calendário de vacinação, hoje previsto para o período de 21 a 31 de julho", afirmou. "Antecipando ou não, queremos que sejam priorizadas vacinas com intervalo menor para a segunda dose, a Coronavac ou Johnson, tendo em vista a urgência que é retomar as aulas."

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse manter o diálogo com a categoria, tendo realizado 22 encontros com as entidades "a fim de escutar e buscar soluções que privilegiem as necessidades pedagógicas, sociais e psicológicas dos estudantes". "Vale ressaltar que havendo reposição e sendo garantido o atendimento ao aluno, o pagamento é realizado. Cada unidade escolar programa o seu calendário para reposição. A SME segue as orientações das autoridades de Saúde e todos os protocolos necessários, com atendimento presencial de até 35% nas unidades, seguindo o decreto de Nº 60.058 de 27 de janeiro de 2021."

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