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Análise: China tem vantagem em guerra comercial por não depender de proteção dos EUA

Ao contrário da Europa, poder sobre cadeias produtivas globais coloca Pequim em melhor condição de negociação

Conexão Record News|Do R7

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Autoridades dos Estados Unidos e da China continuam, nesta terça-feira (29), as negociações na Suécia para resolver a guerra comercial. Não são esperados grandes avanços, mas os países podem concordar com uma nova extensão da trégua tarifária. Os encontros ainda podem abrir caminho para reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, no final do ano.

Segundo o professor de relações internacionais Kleber Galerani, em entrevista ao Conexão Record News, o mundo está “diante de um novo modelo de comércio global, baseado em barganhas bilaterais”. Ele alerta para a possibilidade de consequências “devastadoras” a médio e longo prazo: “Inflação mundial, retração industrial, instabilidades em mercados emergentes e um novo ciclo de protecionismo global”, elenca.

Sobre a China, Galerani afirma que, “ao contrário da Europa, Pequim não depende das seguranças dos Estados Unidos e sabe do poder que tem sobre as cadeias produtivas globais”, o que inclui o controle de terras raras e insumos tecnológicos. “No caso da Europa, é uma troca política, porque a Europa depende da proteção militar dos Estados Unidos [...]. Agora a China joga em uma outra liga”, explica.

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