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Relação entre China e Coreia do Norte é vista como afronta por Trump, analisa especialista

Líderes chinês e norte-coreano se reuniram para fortalecer relações estratégicas; entenda

Conexão Record News|Do R7

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O presidente chinês Xi Jinping e o líder norte-coreano se encontraram nesta quinta-feira (4) em Pequim, a fim de abordar laços bilaterais e questões de interesses mútuos de grande importância, segundo o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.

A China tem sido a maior parceira comercial da nação norte-coreana, que está sob sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas desde 2006, devido ao desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos.

Após o desfile militar desta quarta-feira (3), na Coreia do Norte, que contou com a presença do líder chinês e do governante da Rússia, Vladimir Putin, Kim Jong-un chegou em um trem blindado para a reunião diplomática com Xi Jinping.

Em entrevista para o Conexão Record News, o especialista em direito internacional Vladimir Feijó explicou que tanto a Rússia como a China apoiaram ou se abstiveram da votação de sanções sobre a Coreia do Norte, mas hoje ignoram as decisões tomadas na ONU.

“Todas às vezes que a China se reúne com a Coreia do Norte é visto em Washington, em especial pelo Donald Trump, como um desafio, como uma coisa a ser administrada [...] A Ásia está caminhando independente da ingerência ou mesmo da influência dos Estados Unidos e está funcionando em uma ordem paralela”, afirmou o especialista.

Feijó ressaltou que, por mais que a mídia de ambas as nações tenhm alegado que tal reunião diplomática terá como enfoque a saúde e seus planejamentos, na realidade, os assuntos a serem discutidos serão outros.

“Na prática, a gente bem sabe que os principais temas foram aquele grande desfile militar, a aliança militar e a integração desses países”, finaliza.

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