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Profissional de mídia precisa estar sensível ao comportamento humano nas campanhas, diz especialista

Juliano Del Fiore destacou a importância da construção de marca a longo prazo e de campanhas na TV aberta em entrevista ao 'Link News' desta quarta (17)

Link Record News|Do R7

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Em entrevista ao Link News desta quarta-feira (17), Juliano Del Fiore, head de mídia da agência Pullse, diz que um dos maiores desafios do setor atualmente é saber trabalhar de forma conjunta com a conversão digital de compras e a construção de marca a longo prazo.

“Se eu só investir em conversão, dá resultado agora, mas, a longo prazo, a sua marca vai ser esquecida. […] A marca tem que ter um super cuidado, porque daqui a 10 anos, se você não for considerado, acabou”, explica.

Segundo ele, é possível introduzir a inteligência artificial nos projetos e campanhas do trabalho, porém não é recomendável. “Porque a marca, o objetivo da minha campanha, pode ser diferente do que está lá acoplado dentro da inteligência. Então, é possível, mas eu acho que, sem uma supervisão humana, não acho que vai dar o resultado que daria com o humano”, afirma.

Fiore aponta ainda que o comportamento do profissional de mídia sofreu mudanças ao longo dos anos, pois agora é preciso ter mais sensibilidade e conhecer melhor o comportamento humano. “Hoje o trabalho do mídia quase que começa quando a campanha vai para o ar, porque ele precisa estar totalmente sensível aos dados que aquela campanha está trazendo, os números que está trazendo, para saber se é preciso corrigir rota até de meio de veículo, se é preciso corrigir o criativo”, esclarece.

Sobre o impacto da TV aberta, o publicitário ressalta que o alcance desse meio ainda não foi substituído por nenhuma outra plataforma, não só pelas vendas, mas também como parte de reforçar a marca. “Eu não consigo construir isso em outra plataforma, esse alcance que a TV traz. Então ela é super importante. E aqui falando muito da venda específica, mas a construção da marca também é isso. Na TV, nenhum outro meio vai conseguir construir a sua marca igual a TV constrói”, destaca.

Para Fiore, a TV 3.0 vai revolucionar a forma como os clientes e consumidores enxergam a televisão, apesar de que esse novo formato deve demorar para sair dos grandes núcleos e alcançar uma maior parte da população.

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