Ric Mais Mais de 50% dos brasileiros estão infelizes com a vida sexual

Mais de 50% dos brasileiros estão infelizes com a vida sexual

Mais de 50% dos brasileiros estão infelizes com a vida sexual

Mais de 50% dos brasileiros estão infelizes com a vida sexual

A vida sexual dos brasileiros não anda lá essas coisas. Depois de entrevistar mais de mil brasileiros de forma anônima, a pesquisa Durex Global Sex Survey, realizada pela fabricante de preservativos, revelou que 51% dos homens e 56% das mulheres estão insatisfeitos com a vida sexual. Segundo com o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues, especialista em casais e sexualidade do Instituto Paulista de Sexualidade, as dificuldades sexuais que chegam ao consultório endossam esses dados. — Geralmente um dos dois assume ter o problema, mas que, verdadeiramente, envolve as duas pessoas. Assim, temos homens que não tem ou perdem a ereção peniana, o que impede a relação de penetração. Nas mulheres aparecem as queixas de não conseguirem orgasmos com a penetração e falta de desejo sexual, dificultando que aceitem o contato sexual com seus parceiros. Para Rodrigues, a falta de diálogo faz com que não exista sintonia entre o casal, que não consegue entrar em acordo nem sobre quantas vezes querem transar por semana ou qual é o melhor horário para ter a relação. Isso gera uma das principais causas da insatisfação e da frustração conjugal. Para piorar, apesar de os dados mostrarem altos índices de dificuldade sexual no Brasil, poucos procuram ajuda. — O estudo mostrou que mais de 60% dos entrevistados têm dificuldade em admitir um problema sexual. E isso se confirma na prática clínica, já que os pacientes com essas queixas costumam demorar de dois a cinco anos para buscar ajuda e tratamento. Geralmente quem busca a terapia são homens e mulheres que já se consultaram com médicos ginecologias e urologistas, que já fizeram exames e comprovavam que não tinham possibilidades orgânicas para as queixas sexuais. Na mesma pesquisa, 40% dos entrevistados afirmaram dedicar de 6 a 15 minutos nas preliminares. A psicoterapeuta sexual Carla Zeglio esclarece que a grande questão não é o tempo de dedicação, mas sim em conseguir ajustar o momento que antecede o ato de maneira que seja satisfatória para os dois. — Sexo é para ser falado, e não só feito. Muitos casais insatisfeitos provavelmente não falam sobre a relação um com o outro. Os profissionais garantem que o a maior parte dessas insatisfações têm tratamento psicoterápico. No consultório, na presença do casal, o psicólogo analisa as circunstâncias em que os problemas sexuais aparecem. No atendimento dos casais, os terapeutas fazem orientações técnicas para que, em casa, o casal execute e possa reconhecer novas formas de fazer o sexo e descobrir os novos caminhos que sejam funcionais e tragam mais satisfação sexual.