Rio sob intervenção
Rio de Janeiro Ação do Exército prende 17 suspeitos em comunidades do Rio

Ação do Exército prende 17 suspeitos em comunidades do Rio

Megaoperação nas zonas norte e oeste continua por tempo indeterminado. Duas mortes já haviam sido confirmadas na terça-feira (11)

intervenção no rio

Denúncias desencadearam ação

Denúncias desencadearam ação

Reprodução/RecordTV

Dezessete pessoas foram presas e dois menores apreendidos na megaoperação das Forças de Segurança em 13 comunidades das zonas norte e oeste do Rio de Janeiro. A ação, iniciada na terça-feira (11), não tem término previsto.

Os agentes atuam nos bairros de Bangu, Anchieta, Guadalupe, Colégio, Honório Gurgel, Vicente de Carvalho e em regiões circunvizinhas à Vila Militar de Deodoro.

No primeiro dia, duas pessoas identificadas apenas como "suspeitas" foram mortas. De acordo com o balanço do CML (Comando Militar do Leste), as mortes aconteceram em confronto.

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O balanço parcial do Comando, divulgado às 12h desta quarta (12), informou ainda que três fuzis e seis carregadores, uma pistola, quatro rádio transmissores e drogas ainda não contabilizadas foram apreendidos. Além disso, 58 carros e 15 motos roubados foram recuperados. 

As equipes das Forças Armadas e polícias civil e militar também fizeram 12.370 revistas e removeram 34 barricadas.

Roubo e desmonte de carros

Na ação, seis desmanches de carros nas comunidades do Chapadão e Pedreira, na zona norte, foram localizados pelos agentes.

Em entrevista à RecordTV Rio, o porta-voz do CML, Coronel Carlos Cinelli, já havia adiantado que a prática, associada ao roubo de veículos, havia motivado a operação.

"Uma das denúncias mais comuns tem sido o roubo e a desova de veículos nessas áreas em que estamos atuando. É preciso entrar periodicamente nas comunidades para recuperar esses veículos e coibir essa prática criminosa", defendeu.

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Ouça a entrevista completa:

Intervenção federal

A operação está inserida no contexto da intervenção federal na Segurança pública do Rio de Janeiro, que chega ao fim em 31 de dezembro. 

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que não pretende pedir a prorrogação da medida, mas gostaria de continuar tendo o apoio das Forças Armadas no estado.

Desde seu início, em 16 de fevereiro de 2018 por decreto do presidente Michel Temer, o plano tem sido marcado por incursões armadas em comunidades pobres, sobretudo na capital, Baixada Fluminense e Região Metropolitana do Estado.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Raphael Hakime