Advogado aponta suspeito de gravar vídeo de estupro coletivo e polícia investiga

Alexandre Santana diz que autoria do vídeo é de Jeferson, um traficante do morro da Barão

Raí teria emprestado celular a traficante identificado como Jefinho

Raí teria emprestado celular a traficante identificado como Jefinho

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O advogado de Raí de Souza, apontado pela polícia como autor e responsável por divulgar as imagens do estupro coletivo no Rio de Janeiro, disse que, na verdade, o responsável pelo vídeo é um traficante identificado como Jeferson. Jefinho, como é conhecido na comunidade, seria o sétimo suspeito que está sendo investigado pela DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima). Ele é traficante do morro da Barão, zona oeste do Rio, comunidade onde aconteceu o crime contra uma adolescente de 16 anos. Ela conta que acordou em uma casa desconhecida, depois de horas desacordada, e que havia 33 homens no local.

Alexandre Santana disse ainda que Raí contou que a menina estava "superconsciente" no momento da ação. O advogado reafirmou que Raí teve relações sexuais com a jovem de maneira "consensual", horas antes da gravação do vídeo divulgado nas redes sociais.

O vídeo mostra um homem manipulando por alguns momentos as partes íntimas da jovem nua. Também é possível ouvir risadas e uma música em ritmo de rap, cantada por um dos homens presentes. Questionado por jornalistas nesta terça-feira (31), como a menina não teria acordado nesse cenário, Santana disse que o cliente atribuiu ao "cansaço".

— Passou o tempo todo no baile funk, né?

Santana disse que Raí teria chegado à casa, chamada nos depoimentos de "abatedouro", com a jovem, o outro acusado do crime, também preso, Lucas Perdomo Duarte dos Santos, o Luquinhas, e a amiga Joyce, de 18 anos, por volta das 7h de domingo (22). Segundo a versão, o vídeo foi gravado em torno das 10h, pelo celular de Raí. Santana disse que a gravação foi feita por Jefinho.

Raí tinha saído do quarto para pedir um mototáxi, quando Jefinho pegou o celular dele e fez a gravação. Raí chegou no final da filmagem, quando estavam cantando um rap. A risada que se ouve neste momento é do Raí, "mas ele estava rindo de outra coisa", disse o advogado.

Lucas e Raí, presos na Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas da Polícia Civil), deverão prestar novos depoimentos nesta terça-feira.