Advogado de suspeito de estupro coletivo diz que vítima estava "superconsciente"

Raí de Souza é suspeito de estupro e de gravar vídeo da adolescente de 16 anos

Raí de Souza se apresentou à polícia na segunda-feira (30)

Raí de Souza se apresentou à polícia na segunda-feira (30)

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O advogado Alexandre Santana disse que o cliente Raí de Souza, preso sob suspeita de envolvimento no estupro da adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro, contou que a menina estava "superconsciente" no momento da ação. O advogado reafirmou que Raí teve relações sexuais com a jovem de maneira "consensual", horas antes da gravação do vídeo divulgado nas redes sociais.

O vídeo mostra um homem manipulando por alguns momentos as partes íntimas da jovem nua. Também é possível ouvir risadas e uma música em ritmo de rap, cantada por um dos homens presentes. Questionado por jornalistas nesta terça-feira (31), como a menina não teria acordado nesse cenário, Santana disse que o cliente atribuiu ao "cansaço".

— Passou o tempo todo no baile funk, né?

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O advogado disse que Raí teria chegado à casa, chamada nos depoimentos de "abatedouro", com a jovem, o outro acusado do crime, também preso, Lucas Perdomo Duarte dos Santos, o Luquinhas, e a amiga Joyce, de 18 anos, por volta das 7h de domingo (22). Segundo a versão, o vídeo foi gravado em torno das 10h, pelo celular de Raí. Santana disse que a gravação não foi feita pelo suspeito, mas pelo traficante identificado apenas por Jeferson, o Jefinho.

Raí tinha saído do quarto para pedir um mototáxi, quando Jefinho pegou o celular dele no quarto e fez a gravação. Raí chegou no final da filmagem, quando estavam cantando um rap. A risada que se ouve neste momento é do Raí, "mas ele estava rindo de outra coisa", disse o advogado.

Lucas e Raí, presos na Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas da Polícia Civil), deverão prestar novos depoimentos nesta terça-feira

Quatro suspeitos de participar do estupro ainda estão foragidos. A delegada quer ouvir um sétimo suspeito. Segundo o advogado Santana, seria Jefinho. Santana esteve na Cidade da Polícia a pedido da família de Raí, que teme agressões contra ele.