Rio de Janeiro Após ter prisão decretada, Rogério Andrade é considerado foragido

Após ter prisão decretada, Rogério Andrade é considerado foragido

Durante o sábado, a polícia procurou o sobrinho do bicheiro Castor de Andrade, em endereços na cidade, mas ele não foi localizado

Após ter a prisão decretada na sexta-feira (12), o contraventor Rogério de Andrade passou a ser considerado foragido pela Justiça do Rio.

Rogério é procurado pela polícia no Rio

Rogério é procurado pela polícia no Rio

Reprodução/Record TV

Durante o sábado, a polícia procurou o sobrinho do bicheiro Castor de Andrade, em endereços no Rio, mas, até as 17h, ele não havia sido localizado.

Rogério é acusado de mandar matar o contraventor Fernando Iggnácio, assassinado em novembro do ano passado, no Recreio.

A denúncia foi feita pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que aponta Rogério como mandante do crime. Outros cinco réus também tiveram a prisão preventiva decretada.

Caso

Fernando Iggnácio foi morto a tiros no dia 10 de novembro de 2020, num heliponto na zona oeste da cidade. Ele era genro de Castro de Andrade e sofreu uma emboscada quando chegava de Angra dos Reis. 

Segundo a investigação, no dia do crime, por volta das 9h, quatro dos seis investigados foram até o local da execução de automóvel. Três deles invadiram o terreno baldio, que faz divisa com o heliporto, com duas armas, entre elas um fuzil AK-47.

Por cerca de quatro horas, eles aguardaram Fernando Iggnacio retornar de uma viagem de Angra dos Reis, na Costa Verde.  Após descer do helicóptero, a vítima foi alvejada com três disparos, um deles na região da cabeça, no estacionamento do heliporto.

Ainda de acordo com a denúncia, um dos responsáveis pela segurança pessoal de Rogério de Andrade foi o responsável por contratar os demais denunciados para executar o crime.

A investigação identificou também que dois deles já trabalharam como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade.

Durante a apuração da Polícia Civil, dois investigados foram presos. Um deles foi localizado na Bahia, em janeiro. No mês seguinte, o suspeito de contratar os criminosos se entregou às autoridades.

Defesa

Ao R7, o advogado de Rogério, Raphael Mattos, respondeu que o inquérito policial foi concluído sem citar o cliente dele, mas retornou à delegacia, há uma semana, para que fosse incluído o nome de Rogério de Andrade como um dos autores.

Mattos afirmou ainda que o cliente não foi ouvido durante meses de investigação e que “estranhamente” foi intimado na última semana, sem o conhecimento da defesa.

O advogado declarou que a ordem de prisão é baseada em “palavras” do Ministério Público, sem provas. A defesa afirmou que deve entrar com um pedido de habeas corpus na Justiça na próxima semana.

Disputa em família

Após a morte de Castor, a família Andrade entrou em disputa pelos pontos do jogo do bicho.

Em 1998, Paulo Roberto Andrade, o Paulinho, que havia declarado guerra ao primo Rogério de Andrade, foi assassinado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A polícia identificou e prendeu como autor dos crimes o ex-PM Jadir Simeone Duarte, que acusou Rogério de ser o mandante.

O lugar de Paulinho na batalha foi assumido pelo cunhado Fernando Iggnácio, que, segundo a polícia, controlava uma empresa exploradora de caça-níqueis na zona oeste.

Rogério e Fernando começaram a bater de frente em 2001, mesmo ano em que a polícia passou a apreender aparelhos de caça-níqueis e videopôquer no estado do Rio. Os conflitos se iniciaram com ataques às máquinas de um grupo por integrantes do outro, mas logo evoluíram para tiroteios que deixaram mais de 50 mortos.

Rogério escapou de uma tentativa de assassinato em 2001. Nove anos depois, em abril de 2010, um de seus filhos, de 17 anos, morreu num atentado a bomba.

*Sob supervisãode de PH Rosa

Últimas