Rio de Janeiro BRT completa 1 ano com 10 mortes por atropelamento na via

BRT completa 1 ano com 10 mortes por atropelamento na via

Nesta manhã, um homem de 52 anos sofreu um acidente ao atravessar av. das Américas 

BRT completa 1 ano com 10 mortes por atropelamento na via

Para o especialista Fernando Macdowell, faltam locais adequados para a travessia de pedestres

Para o especialista Fernando Macdowell, faltam locais adequados para a travessia de pedestres

Reprodução / Rede Record

O corredor do BRT completou um ano com 10 mortes por atropelamento registradas. A faixa exclusiva é para melhorar o fluxo de coletivos, mas as reclamações do público são muitas. Ônibus superlotados e filas com longa espera para o embarque são algumas delas. Há quem defenda o serviço pela agilidade e o curto espaço de tempo das viagens - uma redução de até 60%.

Na manhã desta terça-feira (4), a reportagem da Rede Record flagrou um exemplo dos acidentes de trânsito que se tornaram frequentes na via. Por volta das 7h, José dos Reis, de 52 anos, foi atropelado por um ônibus articulado do BRT, na avenida das Américas. Em março, duas mulheres morreram atropeladas no mesmo local. Segundo testemunhas, elas estavam atravessando fora da faixa de pedestre.

Mais um caso fatal aconteceu em setembro na av. das Américas. A colisão entre um ônibus e um carro de passeio matou uma mulher de 56 anos que havia ficado presa às ferragens.

Para o engenheiro de transportes Fernando Macdowell, a situação ocorre porque houve falhas no planejamento da via. O especialista aponta também para a velocidade permitida que pode chegar até 80 km/h e diz que dificilmente há locais adequados para a travessia dos pedestres.

Já o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, diz que a sinalização ao longo do corredor do BRT é suficiente e os atropelamentos são resultados da imprudência dos pedestres.

— Os pedestres insistem em atravessar fora da faixa tendo uma percepção falsa da velocidade do ônibus. Ele vê os carros vindo, vê os ônibus lá trás, só que o ônibus do BRT desenvolve uma velocidade maior do que a dos carros.

Assista ao vídeo: