Coronavírus

Rio de Janeiro Búzios (RJ) aposta em diagnóstico precoce de covid e zera internações

Búzios (RJ) aposta em diagnóstico precoce de covid e zera internações

Segundo prefeito, pronto-atendimento e tratamento no início dos sintomas ajudou a reduzir número de casos graves na cidade

  • Rio de Janeiro | PH Rosa, do R7

Resumindo a Notícia

  • Prefeitura de Armação dos Búzios (RJ) diz ter zerado as internações por covid-19 na cidade
  • Testagem de casos suspeitos e tratamento precoce de doentes incluem conjunto de ações
  • No Carnaval, estabelecimentos comerciais que desrespeitaram os limites foram fechados
  • "Grande jogada é chegar no paciente no início dos sintomas”, segundo secretário de Saúde
Hospital de Campanha foi montado em tenda de triagem em Búzios

Hospital de Campanha foi montado em tenda de triagem em Búzios

Divulgação

A cidade de Armação de Búzios (RJ), na região dos lagos, anunciou na semana passada que zerou o número de internações por covid-19 na cidade. Em entrevista ao R7, o prefeito Alexandre Martins (Republicanos) revelou que o segredo para reduzir drasticamente os casos moderados e graves da doença é fruto de um conjunto de ações, que incluem testagem e tratamento precoce.

“O segredo é fazer o teste rápido e tratar, além da fiscalização. Temos três tendas em que fazemos os atendimentos de pessoas com sintomas de gripe e já testamos e iniciamos o tratamento, conforme orientação do conselho de medicina, que não tem relação com cloroquina, evitando que evolua para um caso grave”, detalha o prefeito.

No boletim da última quarta-feira (24), apenas oito casos haviam sido confirmados na cidade fluminense e não havia nenhum paciente internado com a doença.

De acordo com o secretário de Saúde, Dr. Marcelo Amaral, as tendas ajudam a reduzir o fluxo dos pacientes suspeitos pelas unidades de saúde e hospitais em busca de atendimento, evitando a contaminação cruzada.

“Quando você tem um paciente com síndrome gripal, a gente cria um fluxo separado. Então ele não precisa ir para o hospital, onde tem pessoas com outras doenças, e podem acabar infectadas”, afirma.

Com 40 mil habitantes, a cidade chega a multiplicar sua população durante os feriados e períodos de férias. No Carnaval, segundo Amaral, a população ultrapassou os 100 mil habitantes. Mas as ações conjuntas com as autoridades de segurança pública ajudaram a evitar a propagação da doença e diminuir o número de casos.

“Houve fechamento de estabelecimentos que não respeitaram os limites impostos pela prefeitura. A cidade também tem uma barreira que controla quem entra e quem sai, além de medir a temperatura. Ela acaba tendo um efeito quantitativo e moral importantes”, afirmou o secretário.

Medidas preventivas

A redução repentina dos casos de covid-19 na cidade não impede que a prefeitura continue o investimento nas ações preventivas.

O prefeito afirma que uma das tendas, do bairro da Rasa, próxima ao hospital Rodolpho Perissé, ganhou leitos e foi ampliada para funcionar como um hospital de campanha. Segundo o secretário, o atendimento nas tendas é feito em cinco etapas, dependendo do diagnóstico e do nível dos sintomas dos pacientes.

O chefe do executivo municipal diz acreditar que, apesar de a cidade ser pequena e receber um grande fluxo de turistas, esse modelo de atendimento pode ser adaptado a outras cidades do país, inclusive as mais populosas.

“Essas medidas nos mostraram que precisa segurar para não aumentar os casos. Estamos seguindo todas as orientações, uso de máscara e a fiscalização”, explica o prefeito. "A grande jogada é chegar no paciente no início dos sintomas”, conclui o secretário de Saúde.

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