Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Carro suspeito de participar da morte de Marielle é clonado

Carro suspeito de participar da morte de Marielle é clonado

Investigação indica que vereadora foi seguida por dois veículos antes de ser morta; placa identificada está registrada em endereço de Nova Iguaçu

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Carro onde Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos

Carro onde Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos

Maíra Coelho/Agência O Dia-15.03.2018

Policiais da DH/Capital (Divisão de Homicídios) fizeram buscas na Baixada Fluminense à procura de um dos veículos que teria sido utilizado no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na última quarta-feira (14). Através de imagens de câmaras de segurança, os agentes descobriram que dois carros teriam seguido a parlamentar e a placa de um deles foi identificada.

O carro, que teria dado cobertura aos atiradores, está registrado em nome de um morador de Nova Iguaçu, município na Baixada Fluminense. Entretanto, os investigadores descobriram que a placa foi clonada.

Câmeras de segurança da rua dos Inválidos, na Lapa, registraram a chegada do veículo duas horas antes do início do debate Jovens Negras Movendo as Estruturas, realizado na Casa das Pretas. Marielle Franco participou do evento e deixou o local por volta das 21h. Minutos depois, foi morta a tiros dentro do carro em que estava, no Estácio, zona norte do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil também investiga a origem da munição utilizada no crime. A arma usada pelos assassinos seria uma 9 mm, calibre de uso exclusivo das polícias e das Forças Armadas. A perícia também identificou o lote dos projéteis. De acordo com a DH (Divisão de Homicídios da Capital), as munições foram compradas pela Polícia Federal de Brasília em dezembro de 2006. A especializada quer descobrir se as munições foram desviadas ou se as capsulas vencidas e descartadas foram reabastecidas.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa