Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Caso Marielle: família não quer federalização das investigações

Caso Marielle: família não quer federalização das investigações

PGR pediu acesso às investigações com objetivo de esclarecer indícios de envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro no crime

Caso Marielle Federalização

Mandante da morte de Marielle continua desconhecido

Mandante da morte de Marielle continua desconhecido

Reprodução/Instagram

A família da vereadora Marielle Franco é contra a medida de federalização da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Em agosto, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu acesso ao caso. Segundo a PGR, Dodge "requisitou a íntegra do inquérito policial instaurado para apurar possíveis irregularidades na investigação". O objetivo é esclarecer se "há ainda indícios de envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro junto ao STJ (Superior Tribunal da Justiça).

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A mãe de Marielle, Marinete Silva, e o pai Antônio Francisco questionaram a proposta durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12) junto com a Anistia Internacional.

"Essa federalização não faz sentido no momento, porque as famílias são contra. Se tem uma investigação há um ano e 6 meses integrada com a Polícia Federal e com a Polícia Civil não há porque sair do Estado onde aconteceu todo o crime para ir para a esfera federal hoje", afirmou a mãe

No entanto, a PGR informou em nota, via e-mail, que "não houve pedido de federalização do caso Marielle Franco".

Após 18 meses do assassinato, os dois homens presos acusados das mortes de Marielle e Anderson ainda vão prestar depoimento à Justiça. O policial reformado Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos, já o ex-PM Élcio Queiroz responde por dirigir o carro usado no crime.

A mãe de Marielle disse ainda que é fundamental saber quem foi o mandante da morte da filha. 

“Não faz sentido não saber, porque eu acho que não só a família, mas o Brasil precisa saber. O mundo hoje cobra." 

A vereadora do PSOL (RJ) Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros no dia 14 de março de 2018, no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro, após o veículo em que estavam ter sido perseguido por cerca de 4 km.  Momentos antes, as vítimas haviam saído de um evento na Lapa. A única sobrevivente do ataque foi uma assessora da vereadora. 

*Estagiária do R7 sob supervisão de Bruna Oliveira