Rio de Janeiro Chapa candidata à Prefeitura do Rio é investigada em operação, diz PF

Chapa candidata à Prefeitura do Rio é investigada em operação, diz PF

Segundo a polícia, alvos de ação desta quinta-feira (12) tinham envolvimento com milícias e objetivo de retomar poderio político na zona oeste

  • Rio de Janeiro | Lucas Ferreira, do R7*

Natalino Guimarães foi alvo de operação

Natalino Guimarães foi alvo de operação

Reprodução/Record TV Rio

A Polícia Federal revelou na tarde desta quinta-feira (12) que, pelo menos, uma das 14 chapas candidatas à Prefeitura do Rio de Janeiro foi alvo de investigação da operação Sólon. De acordo com a PF, o grupo, suspeito de envolvimento com milícias, tenta retomar o poderio político na zona oeste da capital fluminense.

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Tácio Muzzi, declarou que não poderia divulgar os nomes dos investigados, mas afirmou que uma candidata à vereadora e outra à prefeitura fariam parte do grupo investigado pela PF.

A ação contou com 12 mandados de busca e apreensão, incluindo aos endereços do ex-vereador Jerominho e do ex-deputado estadual Natalino Guimarães. Por sua vez, Natalino é pai de Jéssica Rabello Guimarães, candidata à vice-prefeita na chapa liderada por Suêd Haidar (PMB), enquanto Jerominho é pai da candidata à vereadora Carminha Jerominho.

Para Natalino, a ação da Polícia Federal foi uma “covardia” e classificou a operação como “perseguição” à família, que já teve integrantes presos.

“É uma covardia contra a nossa família. Ficamos 11 anos presos por crimes que fomos absolvidos, né? Ficamos sem julgamento por oito anos da nossa vida. Eu não me candidatei a nada, mas a minha sobrinha se candidatou. Que perseguição é essa? Por quê? O que a gente traz de mal às pessoas?”

As investigações apontam que chefes de grupos paramilitares que atuaram na política fluminense tentam agora introduzir familiares e pessoas próximas no poder executivo e legislativo do RJ. Parte dos investigados na ação foram presos em operações eleitorais anteriores, como a Voto Livre, em 2018.

Rio: Paes tem 34%, Crivella 14% e Martha 11%, diz Datafolha

Os investigados chamaram atenção da Polícia Federal após movimentações financeiras atípicas de mais de R$ 1 milhão no começo de 2020. De acordo com os investigadores, o grupo é suspeito de usar restaurantes e farmácias para lavagem de dinheiro que posteriormente era usado para financiar campanhas eleitorais.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 350 mil em dinheiro em dois endereços, além de quantia não contabilizada em moedas internacionais.

Tanto Jerominho como Natalino negam qualquer atividade ilegal que possam ter ocasionado a operação Sólon.

Em nota, a assessoria de Suêd Haidar destacou que a candidata não foi alvo de mandados de busca e apreensão e demonstrou apoio à operação.  O PMB, por sua vez, se colocou à disposição da Justiça para as investigações.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

Últimas