Rio de Janeiro Chips de identificação são implantados em gatos abandonados no Campo de Santana 

Chips de identificação são implantados em gatos abandonados no Campo de Santana 

Tecnologia vai ajudar veterinários a saber quais animais já foram vacinados e castrados

Com olhar atento, gato é recolhido para tratamento

Com olhar atento, gato é recolhido para tratamento

Divulgação

Os gatos que estão abandonados no Campo de Santana, na praça da República, Centro do Rio, começaram a receber chips de identificação. O objetivo da parceria firmada entre a FPJ (Fundação Parques e Jardins) e a Sepda (Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais) é cadastrar os animais para saber quais procedimentos já foram realizados neles. 

O chip, semelhante ao tamanho de um grão de arroz, é implantado sob a pele do animal. De acordo com a médica veterinária da Sepda Ariele Araújo Alves, a tecnologia vai ajudar os veterinários no controle da população de gatos, na garantia do bem-estar dos animais e na diminuição do número de zoonoses — doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos através dos felinos.

— Infelizmente, muitas pessoas abandonam gatos nas praças da cidade. Isso é uma realidade. Como aqui temos muitos gatos, a parceria tem o intuito de evitar possíveis casos de zoonoses, como por exemplo a esporotricose. Os gatos foram vacinados, vermifugados, castrados e microchipados.

No início de setembro, 10 gatos foram recolhidos pela Sepda e receberam o chip. Os animais também foram tratados, vacinados e castrados. No final deste mês, os felinos foram devolvidos ao Campo de Santana e um conjunto de mais 10 animais foi recolhido para tratamento. 

O presidente da Fundação Parques e Jardins, Wellington Ribeiro, afirmou que vai intensificar a fiscalização para impedir que as ações de cuidado com os gatos estimulem o abandono de animais.

O secretário especial de Promoção e Defesa dos Animais, Luís Antônio da Costa Ramos, pediu a população que denuncie o abandono de animais em praças e parques, como ocorre no Campo de Santana. Ele citou a lei municipal 4731 que determina multa de até R$ 2mil para quem deixa animais em áreas públicas, e a lei federal 9.605/98 que prevê pena de três meses a um ano de detenção para donos que abandonam seus bichos em locais públicos. 

Protetora de gatos elogia iniciativa

A voluntária Nataile Bougleux, de 27 anos, que há sete desenvolve o trabalho de protetora dos gatos pelas ruas do Rio, disse que a iniciativa é válida e sugeriu que a medida seja estendida a outras praças da cidade. Segundo ela, o cuidado com os animais aumentam as possibilidades de adoção. 

— Nossa antiga reivindicação foi, enfim, atendida. Ficamos muito felizes porque estando os gatos bem tratados, bem cuidados, fica mais fácil conseguirmos adoção.

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