Rio de Janeiro Cinegrafista ferido em protesto: manifestante preso diz que pode reconhecer homem que disparou artefato

Cinegrafista ferido em protesto: manifestante preso diz que pode reconhecer homem que disparou artefato

Fábio Raposo diz que já viu suspeito em outras manifestações

Cinegrafista ferido em protesto: manifestante preso diz que pode reconhecer homem que disparou artefato

Fábio Raposo foi preso na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio

Fábio Raposo foi preso na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio

Carlos Moraes/Agência O Dia

Em novo depoimento à polícia, Fábio Raposo, flagrado com o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade em manifestação na quinta-feira (6), reafirmou não conhecer o homem que teria acendido o artefato. No entanto, o jovem disse que já o viu em outros protestos e, por isso, poderia reconhecê-lo.

A novidade revelada na tarde deste domingo (9) ao delegado Maurício Luciano, da Delegacia de São Cristóvão (17ª DP), abriu a possibilidade de ser fazer um retrato falado.

— Isso pode indicar quem deflagrou o artefato.

Mais cedo, o advogado de Raposo, Jonas Tadeu Nunes, afirmou que tentava convencer seu cliente à delação premiada, o que não foi possível, como explicou o delegado.

— Não há como ter a delação premiada, pois ele não tem o nome do outro rapaz. Mas ele quer colaborar. Disse que pode reconhecer.

Fábio Raposo foi preso na manhã deste domingo, na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. Indiciado por tentativa de homicídio e lesão corporal, ele teve decretada a prisão preventiva de 30 dias. O advogado tenta reduzir para cinco.

O suspeito tem histórico de registro em atos violentos em manifestações nas 5ª e 14ª delegacias de polícia do Rio de Janeiro por danos ao patrimônio público, ameaça e formação de quadrilha.

Santiago Andrade continua internado em estado grave. Ele está sedado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio.

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A polícia tentará resgatar a página de Raposo nas redes sociais e averiguar seus contatos na intenção de identificar o atirador do rojão.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) se manifestou sobre o assunto e disse que "repudia ataques como esses a jornalistas. Em 2013, 114 profissionais foram feridos em todo o país durante a cobertura de protestos. É preocupante que 2014 comece com três casos de violência contra jornalistas. Se faz necessária uma apuração célere do ocorrido para que procedimentos sejam revistos e para que o Estado proteja a liberdade de expressão, a liberdade de informação e o jornalista".