Com ajuda da União, Rio busca R$ 1,5 bi em equipamentos na China

Prefeito Marcelo Crivella disse que aparelhos para tratar pacientes com covid-19, como respiradores e tomógrafos, vão chegar em duas remessas

Material vai equipar hospitais que tratam pacientes com covid-19

Material vai equipar hospitais que tratam pacientes com covid-19

Reprodução/Facebook

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou, nesta terça-feira (14), o acordo feito com o governo federal para buscar R$ 1,5 bilhão em equipamentos para o setor da saúde comprados na China no ano passado e que se tornaram essenciais agora no enfretamento do novo coronavírus.

Em ligação telefônica com o general Braga Netto, responsável pelo Gabinete de Crise da União, ficou definido que os aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) vão trazer a primeira remessa, com 300 dos 700 respiradores adquiridos, no dia 27 de abril.

"No dia 27 abril, vamos recolher pelo avião do governo 106 toneladas de materiais médicos comprados pela cidade do Rio de Janeio no ano passado. E, no dia 27 de maio, mais 82 toneladas.  São quase 180 toneladas de equipamentos que estão vindo para cá".

Todo o material chegará no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e depois será escoltado pelo governo até o Rio. Os primeiros equipamentos serão destinados ao Hospital de Acari, na zona norte, referência para o tratamento de pacientes com a covid-19, e também para o hospital de campanha no Riocentro, na zona oeste.

"Quero agradecer ao governo federal porque, se a gente tivesse que receber pelos aviões da China, que param para reabastecer na Europa, a gente ia perder tudo", disse o prefeito. 

Crivella destacou ainda que entre os aparelhos estão 27 tomógrafos, 450 carrinhos de anestesia, Raio-x digitais e ultrassom, além de equipamentos de proteção para os profissionais da saúde, como 13 milhões de máscaras e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

"Cada respirador desse que comprei, paguei R$ 40 mil, e agora já estão R$ 200 mil. Comprei em prestação para quitar R$ 1,5 bilhão em cinco anos. Foi um preço muito bom para pagar a prazo."