Com aprovação do plano de carreira, professores municipais continuam em greve no Rio

Os profissionais de ensino vão fazer uma nova reunião na sexta (4) para debater paralisação

Os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia, continuar com a greve, conforme informou o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). A reunião foi realizada na Cinelândia, no centro, às 12h desta terça-feira (1º). Outra assembleia para debater sobre a paralisação será feita na próxima sexta-feira (4).

O texto base do plano de carreira dos professores municipais do Rio de Janeiro foi aprovado por 35 votos a 3 nesta terça na Câmara dos Vereadores. Apenas Cesar Maia, Carlo Caiado e Tio Carlos, do DEM, votaram contra a proposta da prefeitura. Por volta das 18h20, o vereador Leonel Brizola Neto (PDT) tentou chegar à mesa do presidente da Câmara para impedir a votação das emendas do plano de carreiras dos professores, mas foi contido por outros vereadores.

Mais cedo, os vereadores também aprovaram o requerimento de urgência para a votação do projeto nesta terça-feira. Logo após a decisão, manifestantes tentaram entrar na Casa pelas portas laterais e foram impedidos pela polícia.  

Na confusão, pelo menos cinco bombas de efeito moral foram atiradas por policiais militares contra os professores na porta da Casa. Entre as centenas de manifestantes, havia cerca de 50 mascarados vinculados ao grupo Black Blocs, apontados pela PM como envolvidos nos atos de violência que têm caracterizado os protestos iniciados em junho no Rio.  

Em decorrência da manifestação, a estação do metrô Cinelândia foi fechada por volta das 16h35.   

Por volta das 14h desta terça, os vereadores discutiram o projeto. Teresa Bergher (PSDB), César Maia (DEM), Eliomar Coelho (PSOL) e Leonel Brizola Neto (PDT) se mostraram contra a medida. Já Laura Carneiro (PTB) se mostrou a favor.