Carnaval 2016
Rio de Janeiro Comissão de frente da Portela tem acompanhamento de fisioterapeuta e preparador físico

Comissão de frente da Portela tem acompanhamento de fisioterapeuta e preparador físico

Marcelo Sandryni e Roberta Nogueira trabalham com a Comissão de Frente da azul e branco

Fisioterapeuta e preparador físico vão ajudar a contar enredo da Portela

Marcelo e Roberta estreiam na Portela em 2016

Marcelo e Roberta estreiam na Portela em 2016

Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Qual a ligação de um fisioterapeuta e de um preparador físico com uma escola de samba? Em 2016, no Carnaval do Rio, essa relação tem tudo a ver e o resultado desta união poderá ser apreciado durante o desfile da Portela. A ideia de usar o trabalho de Vitor Pessanha e Jalber Rodrigues foi dos coreógrafos da comissão de frente da escola, Marcelo Sandryni e Roberta Nogueira. A dupla se juntou à coreógrafa Ghislaine Cavalcanti, que, neste ano, faz o seu terceiro Carnaval pela agremiação.

Sem detalhar a apresentação da Comissão de Frente – afinal, o segredo é sempre valorizado pelos coreógrafos até o momento do desfile – Sandryni e Roberta contaram que os movimentos da coreografia preparada para este ano exigem muito esforço dos 14 integrantes e alguns chegaram a se queixar de dores. "É um trabalho muito complicado, muito físico e está exigindo muito da parte de força. Mesmo sendo bailarinos, eles estão sentindo muita pressão, mas já estão se preparando", disse Sandryni.

Na avaliação da dupla, a grande dificuldade na criação da coreografia foi juntar as partes artística e técnica. "[É complicado] conseguir aliar a dança à parte técnica, que se tiver um probleminha, um tempinho fora já dá um problema absurdo. Tem que fazer tudo certo. A técnica tem que ser perfeita", explicou Roberta.

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Bota especial

Ela destaca que o envolvimento do fisioterapeuta Vitor Pessanha com o trabalho é tão grande que ele vai confeccionar uma bota especial de proteção para cada integrante da Comissão de Frente a fim de evitar que alguém se machuque no desfile. Além disso, os integrantes terão acompanhamento enquanto estiverem na concentração, momentos antes de entrarem na avenida. "[A finalidade é] soltar os músculos dos meninos para que possam desfilar menos tensos e de uma forma mais saudável", contou Roberta.

Os ensaios são feitos à noite e sempre em locais mais reservados para a coreografia não ser vista antes da hora. Eles começaram em outubro e, no fim de novembro, os dois profissionais entraram para o grupo, sempre acompanhando os exercícios necessários e os movimentos dos bailarinos. Vitor cuida do condicionamento físico dos integrantes e o preparador Jalber Rodrigues orienta a parte técnica da coreografia. "É uma parceria maravilhosa", ressaltou Sandryni. Vitor é fisioterapeuta do Clube de Regatas do Flamengo e Jalber acompanha um dos jogadores de basquete do clube. "Se completam. Deu tudo certo", completou Roberta.

Trabalhos anteriores

O trabalho da dupla de coreógrafos com o carnavalesco Paulo Barros, que este ano desenvolve, na Portela, o enredo No Voo da Águia, Uma Viagem sem Fim, não vem de agora. Em 2003, ainda no grupo de acesso, surgiu na avenida a primeira alegoria humana, uma característica de Paulo Barros. No desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti, Sandryni fez a coreografia dos componentes do carro que representava o quadro Espantalho de Cândido Portinari, tema daquele ano. No ano seguinte, foi a vez da mineira Roberta se unir ao carnavalesco.

— Até então, eu via os desfiles pela televisão lá em Minas e aí esse menino [Sandryni] me chamou.

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Em 2016, a responsabilidade aumentou com a estreia como coreógrafos de comissão de frente no Grupo Especial, considerado a elite do Carnaval do Rio, e ainda trabalham em sete alegorias e três alas. Para Sandryni, existe o conceito de que o trabalho de coreografar alegorias e alas é mais fácil, mas, na verdade, é muito mais profundo, sem contar com o peso de ter que responder pela comissão de frente.

— Nas alegorias, tem que selecionar as pessoas, motivar, ensinar canto, interpretar, interagir com o público. Só que quando se assiste não tem um quesito que julgue isso. “Só que agora são 40 pontos em um quesito que é nomeado [essa é a nota máxima que pode ser atribuída ao quesito Comissão de Frente].

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Como costuma ocorrer em todos os anos, as orientações para a criação da coreografia da Comissão de Frente foram dadas por Paulo Barros e, a partir daí, o trio de coreógrafos criou o que será apresentado, pela quarta escola a entrar na passarela do samba, no segundo dia de desfiles. Neste ano, a comissão da Portela terá uma alegoria além dos componentes.

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