Rio de Janeiro Copa das Confederações: protesto contra aumento do ônibus fecha acessos ao Maracanã e causa tumulto

Copa das Confederações: protesto contra aumento do ônibus fecha acessos ao Maracanã e causa tumulto

Manifestantes entraram em conflito com policiais na Radial Oeste

Copa das Confederações: protesto contra aumento do ônibus fecha acessos ao Maracanã e causa tumulto

Batalhão de Choque atirou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio nos manifestantes

Batalhão de Choque atirou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio nos manifestantes

Jadson Marques/ Estadão Conteúdo

O movimento Operação contra o Aumento da Passagem dos Transportes Públicos, que vem organizando protestos em todo Brasil, se reúne desde as 14h30 nos arredores do Maracanã, onde Itália e México jogam neste domingo (16). Eles protestam também contra os altos investimentos feitos para o Brasil receber megaeventos esportivos, como as Copas das Confederações e do Mundo e a Olimpíada 2016.

A concentração de manifestantes fechou por alguns instantes a passarela do metrô que dá acesso ao Maracanã. Houve grande acúmulo de pessoas, a medida que as composições chegavam à estação.

Por volta as 15h, os manifestantes liberaram meia pista da passarela. No mesmo horário, eles interditaram a Radial Oeste, sentido Méier, na altura da estação São Francisco Xavier. Houve confronto com policiais, que disparam balas de borracha e bombas de efeito moral.

Às 16h, o Metrô Rio informou que a estação São Francisco Xavier foi fechada por motivo de segurança. Por volta das 16h40, o movimento seguiu para a rua São Francisco Xavier, na altura do Maracanã. A Radial Oeste voltou a ser interditada.

Confusão e quebra-quebra

Na noite de quinta-feira (14), manifestantes se reuníram no centro para reclamar do aumento das passagens de ônibus (de R$ 2,75 para R$ 2,95). O protesto terminou com a detenção de ao menos 19 pessoas. Três deles foram autuados na Delegacia da Mem de Sá (5ª DP) por danos ao patrimônio.

Assim como na segunda-feira (10), o movimento, que começou de forma pacífica, resultou em mais uma noite de pancadaria e quebra-quebra. Policiais e estudantes trocaram bombas e montes de lixo foram incendiados. Pedras e balas de borracha voaram pela avenida Presidente Vargas.

Durante a confusão, pelo menos um manifestante e um Polícia Militar foram atingidos por pedradas. Um jovem que não participava do protesto levou um tiro no olho esquerdo. Philippe Brissant de Lima, 20 anos, foi operado no hospital Souza Aguiar. A PM estima que cerca de 2.000 pessoas participaram da manifestação.

Também ocorre uma manifestação em São Paulo nesta quinta, onde houve violência.

Vandalismo no Rio

A manifestação da última segunda também deixou rastros de vandalismo pela região, como muros pichados e janelas quebradas.

A polícia deteve 31 jovens envolvidos na confusão. Nove eram adolescente e 22 maiores de idade. Eles foram liberados no dia seguinte. De todos, apenas Sávio Dias Espanner, de 18 anos, teve de pagar fiança de um salário mínimo para ser liberado. Ele foi flagrado quebrando a moto de um policial do Batalhão de Choque.

Será instaurada investigação para apurar a participação dos demais manifestantes pelo mesmo crime, além de arremesso de artefato em via pública e desobediência.

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