Morte de Marielle Franco

Rio de Janeiro Corpo de Bombeiros expulsa militar preso na Operação Calígula

Corpo de Bombeiros expulsa militar preso na Operação Calígula

Maxwell Simões Correa já havia sido preso em 2020 sob acusação de atrapalhar investigações da morte de Marielle Franco

  • Rio de Janeiro | Do R7, com Record TV Rio

Maxwell já havia sido preso por atrapalhar investigações do caso Marielle

Maxwell já havia sido preso por atrapalhar investigações do caso Marielle

Reprodução

O bombeiro Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel, foi expulso do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro após ser preso nesta semana durante a Operação Calígula, realizada pelo Ministério Público do Rio. O militar foi submetido ao conselho de disciplina da corporação, e a decisão de expulsá-lo foi referendada pelo comandante-geral.

Esta é a segunda vez que Maxwell é preso. Em 2020, ele foi detido por suspeita de atrapalhar as investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes na operação Submersus 2. O militar teria ajudado a sumir com as armas usadas no crime.

Operação Calígula

O MP-RJ realizou a operação na terça-feira (10) para cumprir 29 mandados de prisão e 119 de busca e apreensão. Rogério de Andrade, o PM reformado Ronnie Lessa e os delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém estavam entre os alvos da operação que foram denunciados à Justiça.

Rogério de Andrade é líder de uma organização que comanda uma rede de jogos de azar que atua no Rio e em outros estados. Ele segue foragido.

Durante a ação, foram presos os delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém. Ex-titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Belém foi detida em casa, na Barra da Tijuca, por forte indício de lavagem de dinheiro após a Polícia Civil ter encontrado quase R$ 1,8 milhão em sua casa.

Já Cipriano é acusado de intermediar um encontro entre Ronnie Lessa e Adriana Belém para viabilizar a retirada de caminhões com mais de 80 máquinas caça-níqueis apreendidas em casas de apostas pela polícia, tendo o pagamento da propina sido providenciado por Rogério de Andrade.

Ao todo, 30 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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