Rio de Janeiro Corpo de Bombeiros pede prisão de militar que atirou em atendente de fast-food no Rio

Corpo de Bombeiros pede prisão de militar que atirou em atendente de fast-food no Rio

Corporação também vai abrir inquérito para apurar conduta de Paulo César de Souza, que já perdeu posse e porte de arma

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo, do R7*

Paulo César se apresentou em delegacia

Paulo César se apresentou em delegacia

Record TV

O Corpo de Bombeiros informou, na tarde desta terça-feira (10), que solicitou à Justiça a prisão preventiva do primeiro-sargento Paulo César de Souza, acusado de atirar em um atendente de fast-food na Taquara, na zona oeste do Rio, na madrugada da segunda (9).

De acordo com a Corregedoria dos Bombeiros, o militar vai responder civilmente por seus atos na Justiça comum. Ainda na segunda, ele teve o porte e o posse de arma suspensos pela corporação.

O comandante-geral dos bombeiros também determinou a instauração de um inquérito policial militar para apurar a conduta do profissional, além da abertura de um conselho disciplinar.

Paulo César se envolveu em uma discussão com o jovem atendente Mateus Domingues Carvalho, de 21 anos, no drive-thru de um restaurante. A briga teria sido motivada por um cupom de desconto.

Imagens de câmeras de segurança revelaram o momento em que Paulo César entra no restaurante armado e dispara contra Mateus, que cai no chão.

O jovem foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde está internado em estado estável. Mateus, que perdeu o rim esquerdo devido ao ferimento, ainda deve passar por nova cirurgia.

Ontem, a polícia havia pedido à Justiça a prisão temporária de Paulo César, que foi negada pela juíza em plantão. A magistrada alegou que o reconhecimento havia sido feito por fotos e vídeos em redes sociais e que isso fragilizaria os elementos necessários para a prisão.

O bombeiro se apresentou ontem na 32ª DP (Taquara), que apura o caso. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, o fato de ele ter se apresentado na delegacia impede um mandado de prisão em flagrante ou preventiva.

A defesa de Paulo César alegou que o tiro disparado foi acidental, segundo informações da Record TV Rio.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Celso Fonseca

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