Rio de Janeiro Corpo de grávida achado sem bebê é exumado no Rio

Corpo de grávida achado sem bebê é exumado no Rio

Thaysa Campos foi encontrada morta setembro de 2020. Avó da criança acredita que neta possa estar viva

  • Rio de Janeiro | Inácio Loyola do R7*

O corpo da grávida Thaysa Campos, que foi encontrada morta na linha do trem e sem o bebê na barriga, em setembro de 2020, foi exumado na tarde desta sexta-feira (6). A investigação da polícia busca esclarecer o que aconteceu com a criança e a motivação da morte da jovem.

Thaysa foi encontrada morta sem bebê

Thaysa foi encontrada morta sem bebê

Reprodução/Redes sociais

A mãe da vítima, Jaqueline Tavares, que mora em Brasília, viajou para o Rio de Janeiro para acompanhar o procedimento no Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária, e foi ouvida na DH (Delegacia de Homicídios) da capital.

Segundo Jaqueline, o delegado do caso não descarta nenhuma linha de investigação. A mãe disse aguardar o trabalho da polícia.

Ela confirmou ainda, que no dia em que a filha desapareceu, a jovem tinha ido a uma comunidade buscar uma bolsa de maternidade com uma amiga, e uma semana antes da morte, Thaysa mostrou para mãe a foto do pai do bebê, que seria um homem casado. 

A avó disse acreditar que a neta esteja viva e criou um perfil nas redes socias para pedir que devolvam o bebê, que se chamaria Ysabella.

“A Ysabela tem família, ela tem vó e eu vou lutar pela minha neta. Eu quero a minha neta”, desabafou Jaqueline Tavares.

O caso

Thaysa Campos dos Santos desapareceu em setembro de 2020 e foi encontrada em um valão próximo a linha do trem de Deodoro, na zona oeste do Rio. Ela estava grávida de oito meses.

No dia 5 de julho de 2021, a investigação do caso teve uma reviravolta com a divulgação de um laudo do IML (Instituto Médico Legal). De acordo com o documento, o bebê não estava no ventre da jovem.

Além disso, o laudo aponta que não havia vestígios da placenta no corpo nem marcas que pudessem indicar que Thaysa passou por cirurgia, o que levanta suspeitas para um parto normal.

A Polícia Civil começou a procurar, no dia 7 de julho deste ano, um homem que acompanhava a jovem. O suspeito foi flagrado com a vítima por imagens de câmera de segurança.

Uma das testemunhas ouvidas na investigação disse que o homem que vendeu o celular de Thaysa para ela possui características parecidas com o identificado nas imagens.

A investigação sobre a autoria e motivação do crime segue em andamento. Até o momento, ninguém foi preso.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

Últimas