Crivella pede que comerciantes não abram até decisão do município

Prefeito do Rio de Janeiro afirmou que será analisado decreto do governador que libera shopping centers, bares, restaurantes e futebol no estado

Prefeito disse que flexibilização deve ser feita de maneira segura

Prefeito disse que flexibilização deve ser feita de maneira segura

Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo - 28.4.2020

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), afirmou neste sábado (6) que se reunirá com o conselho científico do município amanhã para avaliar o decreto do governador Wilson Witzel (PSC) que libera a reabertura de shoppings, bares e restaurantes em todo o estado.

Crivella entende que se trata de "recomendações" e que a cidade do Rio precisa avaliar "o que se pode atender" sem expor a população a um risco maior de infecção pelo novo coronavírus. Com isso, pediu aos comerciantes que não se antecipem sem que haja decisão da prefeitura.

"Eu queria pedir à sociedade do Rio de Janeiro, à cidade do Rio de Janeiro, para que não se confundisse quanto a isso [decreto]. [Que] ao invés de abrir tudo de uma vez, pudesse aguardar a reunião do conselho [científico]. E amanhã, então, nós estaremos aqui deliberando, conversando com vocês sobre as deliberações tomadas. Há pontos que nós concordamos com as recomendações do governo do estado, por exemplo, o funcionamento das igrejas."

O prefeito ressaltou como positivo o fato de o decreto do governo ter sido publicado em um fim de semana, quando o comércio de rua normalmente não abre.

No entanto, ele disse que se bares e restaurantes, por exemplo, forem flagrados abertos pelos agentes de fiscalização, serão notificados e terão que fechar.

Para Crivella, alguns setores poderiam já retomar as atividades dentro de exigências sanitárias para reduzir a transmissibilidade do vírus. Ele citou os shoppings, mas destacou que a palavra final é do comitê científico.

A reabertura não pode ser feita de maneira generalizada para evitar que haja um fechamento devido a um novo pico de infecções, defendeu o prefeito.

"Essas curvas [de novos casos e óbitos] estão sendo favoráveis devido ao afastamento social que ainda mantemos nos níveis atuais. É importante que a gente tenha noção disso. Se nós não mantivermos esse afastamento, o que tudo indica é que a gente pode voltar aos níveis anteriores, o que não é o desejo de ninguém. Se os parâmetros piorarem, ao invés de caminhar para uma normalidade, nós temos que voltar atrás e aí o processo todo se atrapalha."