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Rio de Janeiro Crivella: Rio pode voltar a isolamento se flexibilização falhar

Crivella: Rio pode voltar a isolamento se flexibilização falhar

Prefeito do Rio de Janeiro afirmou que plano de reabertura, composto por seis fases, considera a possibilidade de não funcionamento e retorno

Prefeitura apresentou hoje plano de reabertura gradual no Rio

Prefeitura apresentou hoje plano de reabertura gradual no Rio

Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo

O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (1º), durante a #LiveJR, que a cidade do Rio de Janeira está pronta para voltar ao isolamento social se o plano de flexibilização apresentado hoje não funcionar. 

Ao ser perguntado sobre se a prefeitura carioca considerava a possibilidade de retorno ao estado anteior, Crivella confirmou. "Estamos perfeitamente prontos para, se houver algum problema, atender", disse o prefeito.

Ele disse, ainda, que este é o momento certo para a medida de flexibilização, e deu a justificativa de que se baseou em seu conselho científico para tomar a decisão. 

"Temos um conselho científico desde o início de março. Vimos que, se estender demais o período de afastamento social, teremos efeitos colaterais muito graves, porque temos pessoas com outras comorbidades que morrem. O afastamento social é importante até um determinado momento", disse. Em defesa à flexibilização, Crivella afirmou também que a demanda por leitos de UTI diminuiu na capital fluminense.

Questionado sobre uma pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que diz que a cidade possui taxa da contaminação mais alta que o ideal, e que ela poderia aumentar com a reabertura de setores da economia, o prefeito afirmou que os dados são equivocados e disse que a taxa no Rio é de 0,04% -- mas, abordado pela base dos dados, não confirmou se estão precisos pelo baixo número de testagens.

Hospitais de campanha

Marcelo Crivella foi perguntado sobre inaugurações de hospitais de campanha que estariam atrasadas, e afirmou que "os que tinha para abrir eu já abri".

O prefeito disse também que os hospitais abertos pela prefeitura têm equipamentos melhores que os da iniciativa privada.

Witzel

Durante a entrevista, Crivella demonstrou apontou uma insatisfação com o governo de Wilson Witzel no Estado do Rio. "O governo do estado não pôde ajudar os municípios. Disse que abriria leitos, mas não abriu um", afirmou.

Quando solicitada uma crítica sua à gestão de Witzel, no entanto, evitou se aprofundar: "Não posso dar nota ao governo dele. Tenho uma relação amistosa com ele. Que possa exercer o seu mandato".

Bolsonaro

Marcelo Crivella também falou sobre sua relação com Jair Bolsonaro e a presença de dois filhos do presidente, Carlos e Flávio, em seu partido, o Republicanos.

"Ele (Jair) não é um cabo eleitoral, um general eleitoral. Em nenhum momento ele me prometeu apoio ou eu pedi o apoio dele. Eu conheci Jair nos tempos de quartel. Nos conhecemos de longa data. Nossa amizade é uma amizade que entende e supera se ele tiver um outro candidato ou se eu tiver", afirmou o prefeito. Crivella disse ainda que o partido se sente honrado com a presença de Carlos e Flávio. 

A respeito da hidroxicloroquina, medicamento defendido por Bolsonaro no tratamento à covid-19, afirmou que, a partir de seu conselho científico, crê que o tema deve ser tratado com cautela.

Legado financeiro à próxima gestão

Ao ser perguntado sobre o legado financeiro que a próxima gestão terá na cidade do Rio, Crivella fez novas críticas ao governo de Eduardo Paes, prefeito anterior.

"O Rio no governo de Eduardo Paes, teve de R$ 95 bilhoes para suas atividades nos três primeiros anos. Nos meus três primeiros, caiu para 85. Ele ainda me deixou uma divida de R$ 6 bilhões", afirmou o atual gestor, que disse que a atual pandemia fez o município gastar muito dinheiro.

Crivella afirmou também que "sem dúvidas" haverá contas a pagar da atual gestão para a próximo, a partir de 2021. "Espero fechar esse ano no zero a zero, mas tenho certeza que o tribunal de contas do município vai entender [se não acontecer]", disse.

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