Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Defesa não quer transferência de ex-PM suspeito da morte de Marielle

Defesa não quer transferência de ex-PM suspeito da morte de Marielle

Justiça autorizou ida de Orlando Curicica para presídio federal de segurança máxima fora do Rio na última segunda-feira (14)

Transferência Orlando Curicica

Curicica foi apontado pela Justiça como líder de milícia

Curicica foi apontado pela Justiça como líder de milícia

Reprodução

O advogado Pablo Andrade, que defende o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, vai entrar com um habeas corpus no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) nesta terça-feira (15). A defesa busca reverter a decisão da 5ª Vara Criminal da Capital, que autorizou, na última segunda-feira (14), a transferência do detento para um presídio federal de segurança máxima fora do Rio.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios, uma testemunha acusou Curicica de se articular com o vereador Marcello Siciliano (PHS) para o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Andrade alega que Curicica ficará mais longe da família e sem ter um contato mais próximo com seus advogados.

O outro advogado de defesa, Renato Darlan, já tinha informado que o preso havia sofrido uma tentativa de envenenamento no presídio de segurança máxima Bangu 9, além de ter sido ameaçado por outros internos.

— A partir daí, ele só fazia refeições trazidas pela família diariamente, o que era permitido — informou. 

De lá, Curicica foi transferido para o presídio de segurança máxima Bangu 1, também no Complexo de Gericinó, onde está atualmente. No entanto, a defesa afirmou que "nessa cadeia, o preso não pode receber comida de fora, apenas a que é servida pelo Estado”. 

Pedido de transferência

No pedido, o MP (Ministério Público) alegou que a transferência “é de grande relevância para o interesse da segurança pública, visando a inibir a atuação do preso e coibir eventuais associações criminosas, bem como quaisquer outras práticas que atentem contra o Estado e a população”.

De acordo com a Justiça, Curicica é apontado como principal líder do grupo criminoso conhecido como Milícia de Jacarepaguá. O ex-PM é acusado da morte do ex-presidente da escola de samba Parque Curicica, Wagner Raphael de Souza, em 2015. O carro da vítima foi atingido por 12 tiros. O preso também é acusado de comandar a milícia na Curicica e no Camorim, na zona oeste.

    Access log