Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Dodge avalia pedir que assassinato de vereadora seja federalizado

Dodge avalia pedir que assassinato de vereadora seja federalizado

Procuradora seguirá para o Rio a fim de se reunir com integrantes do MPF do Estado que acompanham a apuração do assassinato

Marielle Franco

Vereadora Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro

Vereadora Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro

Reprodução/Facebook

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, abriu na manhã desta quinta-feira (15) uma investigação preliminar a fim de avaliar se pede a federalização das investigações do assassinato da vereadora fluminense Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Pedro, ocorrido na noite no Rio de Janeiro.

A intenção de Dodge, segundo uma fonte próxima a ela, é acompanhar as investigações feitas pela Polícia Civil do Estado sobre o assassinato e, em caso de eventuais falhas, pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que deixe a investigação a cargo de autoridades federais.

A procuradora-geral mudou sua agenda e seguirá para o Rio a fim de se reunir com integrantes do Ministério Público Federal do Estado que acompanham a apuração do assassinato.

Dodge também solicitou à PF (Polícia Federal) que realize investigações que julgar necessárias, com amparo na Constituição e numa lei de 2002 que permite a atuação da corporação quando houver um crime que tenha repercussão nacional e internacional.

A procuradora-geral da República, que também preside o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), expressou, em comunicado, integral apoio ao trabalho dos membros do MP do Estado do Rio, na pessoa do procurador-geral de Justiça Eduardo Gussen, no andamento das investigações.

"O Ministério Público está unido e mobilizado em torno do assunto. Foram designados a secretária de Direitos Humanos do CNMP, Ivana Farina, o secretário de Relações Institucionais do CNMP, Nedens Ulisses, e o secretário de Direitos Humanos da PGR, André de Carvalho Ramos, para se reunirem com o procurador-geral de Justiça Eduardo Gussen e autoridades do Estado para acompanharem o início das investigações", disse a nota da assessoria de comunicação da PGR.