Rio sob intervenção
Rio de Janeiro "É preciso entrar periodicamente nas comunidades", diz Cinelli

"É preciso entrar periodicamente nas comunidades", diz Cinelli

Porta-voz do Comando Militar do Leste defendeu incursões das Forças de Segurança como estratégia para combater roubo de veículos

intervenção no rio

Denúncias de roubo de veículos desencadearam ação

Denúncias de roubo de veículos desencadearam ação

Reprodução/RecordTV

Em entrevista à RecordTV Rio sobre a megaoperação que acontece em 13 comunidades do Rio de Janeiro nesta terça-feira (11), o porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), Coronel Carlos Cinelli, defendeu as incursões das Forças de Segurança nas comunidades fluminenses como estratégia para combater o crime organizado. 

"Uma das denúncias mais comuns tem sido o roubo e a desova de veículos nessas áreas em que estamos atuando. É preciso entrar periodicamente nas comunidades para recuperar esses veículos e coibir essa prática criminosa", defendeu.

Segundo Cinelli, a ação iniciada às 4h30 deve durar, pelo menos, até o final desta terça. O Comando Conjunto do Rio de Janeiro colocou 4.760 militares das Forças Armadas, 120 policiais civis e 60 policiais militares nas ruas, com apoio de blindados e aeronaves.

Os agentes atuam nos municípios de Bangu, Anchieta, Guadalupe, Colégio, Honório Gurgel, Vicente de Carvalho e em regiões circunvizinhas à Vila Militar de Deodoro.

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O coronel contou ainda que a operação foi desencadeada com base em denúncias da população. "A população tem acorrido de maneira muito intensa pelos canais do Disque Denúncia e Ouvidoria, alimentando a inteligência do Comando Conjunto para que nós possamos, hoje, desencadear essa operação", disse.

O objetivo da ação é justamente checar essas denúncias e apoiar a Polícia Civil no cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.

Até as 9h30, duas pessoas haviam sido presas e um menor apreendido. Além disso, sete carros e uma moto foram recuperados. Um fuzil e um rádio transmissor também foram apreendidos.

A ação está inserida no contexto da intervenção federal na Segurança pública do Rio de Janeiro, que chega ao fim em 31 de dezembro. Desde seu início, em 16 de fevereiro de 2018 por decreto do presidente Michel Temer, o plano tem sido marcado por incursões armadas em comunidades pobres, sobretudo na capital, Baixada Fluminense e Região Metropolitana do Estado. 

Ouça a entrevista completa:

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.