Rio de Janeiro "É um absurdo acordar ao som de tiros", diz marido de baleada no RJ

"É um absurdo acordar ao som de tiros", diz marido de baleada no RJ

Jovem ferida na cabeça apresenta estado de saúde estável, mas precisa de atendimento de um otorrino, segundo a família

  • Rio de Janeiro | Do R7, com Record TV Rio

Bianca Oliveira, de 22 anos, foi baleada na cabeça

Bianca Oliveira, de 22 anos, foi baleada na cabeça

Reprodução

Uma moradora da comunidade Cidade de Deus, zona oeste do Rio, baleada na cabeça, deverá ser transferida do Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul, para o Hospital Salgado Filho, na zona norte, ainda na noite desta segunda (25).

Apesar de apresentar quadro de saúde estável, Bianca Regina Oliveira, de 22 anos, será levada para outra unidade porque necessita de atendimento de um otorrino, segundo a família.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que a paciente "está sendo avaliada pela equipe médica para que sejam definidos os procedimentos seguintes". 

MPF pede à PF que realize operações somente em casos de urgência

Em entrevista à Record TV Rio, o marido de Bianca, Anderson Oliveira, disse que a vítima foi atingida quando dormia:

"Estava dentro da minha casa dormindo. Isso é um absurdo. Acordar com som de tiro em frente ao teu barraco é um absurdo, vendo minha esposa naquela situação, muito sangue", desabafou.

Bianca é a terceira moradora de uma comunidade baleada no Estado do Rio em uma semana. Na última segunda (18), o menino João Pedro morreu dentro de casa durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, na Região Metropolitana. Três dias depois, o jovem Rodrigo Cerqueira da Conceição, de 19 anos, também morreu após ser ferido em uma troca de tiros entre policiais e criminosos em meio à distribuição de cestas básicas na Providência, região central.

No caso de Bianca, a Polícia Militar nega que estivesse ocorrendo qualquer operação na Cidade de Deus. O porta-voz da PM, o coronel Mauro Fliess, afirmou que havia um policiamento próximo, apoiando uma ação do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), no CT do Vasco.

"A Polícia Militar estava próxima, mas há um relato muito firme de policiais de que não efetuaram qualquer tipo de disparo", disse Fliess.

O porta-voz da PM ressaltou ainda que a corporação terá maior interação com as lideranças locais para tomar conhecimento de importantes ações sociais dentro das comunidades, principalmente durante a pandemia, para planejar operações. 

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