Rio de Janeiro Ex-PM ligado ao Escritório do Crime morre em confronto no Rio

Ex-PM ligado ao Escritório do Crime morre em confronto no Rio

Segundo a polícia, homem conhecido como Mugão foi baleado após atirar em policiais durante operação na zona norte da capital

  • Rio de Janeiro | Mariene Lino, do R7*

O ex-cabo da PM Anderson de Souza Oliveira, apontado como integrante do grupo criminoso denonimado Escritório do Crime, morreu nesta sexta-feira (12) após um confronto com policiais civis na comunidade da Sefa, em Ramos, na zona norte do Rio de Janeiro.

Mugão morreu no hospital

Mugão morreu no hospital

Reprodução

De acordo com a Polícia Civil, agentes da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos) realizaram uma operação de combate à milícia com o objetivo de prender pessoas ligadas ao Escritório do Crime. Nas investigações, foi apontado o possível paradeiro do ex-PM, conhecido como Mugão.

Segundo a polícia, o suspeito trocou tiros com os policiais, que revidaram. Ele chegou a ser levado para o HEGV (Hospital Estadual Getúlio Vargas), na Penha, também na zona norte, mas não resistiu. A direção da unidade informou que Anderson deu entrada às 10h22 e morreu às 12h45.

Com o suspeito, foram apreendidos um revólver, uma pistola e uma mochila com anotações sobre cobranças de aluguéis.

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa Escritório do Crime é especializada em cometer assassinatos por encomenda com "emprego ostensivo de armas de fogo de grosso calibre". A atuação do grupo consiste em usar trajes que impeçam identificação visual e disparar contra vítimas sem dar quaisquer chances de defesa.

O grupo já chegou a ser apontado como suspeito dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. Porém, em junho do ano passado, a Polícia Civil declarou que o grupo é suspeito de ser o responsável pela morte de um homem no mesmo dia em que a vereadora foi morta.

À época, o delegado Antônio Ricardo disse que o fato não isenta o grupo de participação na morte de Marielle e Anderson, mas serve como um álibi que poderia atrapalhar ambas as investigações.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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