Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Facebook tem 24 horas para retirar 'fake news' contra Marielle da rede

Facebook tem 24 horas para retirar 'fake news' contra Marielle da rede

Juiz concede liminar a pedido da irmã e da namorada da vereadora assassinada no Rio no último dia 14

Facebook tem 24 horas para retirar fake news contra Marielle da rede

Anielle Silva com irmã, a vereadora Marielle Franco

Anielle Silva com irmã, a vereadora Marielle Franco

Anielle Silva/Arquivo Pessoal

O Facebook tem 24 horas para tirar do ar notícias falsas contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no último dia 14. A determinação é do juiz Jorge Jansen Counago Novelle, da 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A liminar foi concedida a pedido a irmã de Marielle, Anielle Barboza, e da namorada Monica Benício.

Elas entraram na Justiça com uma ação contra o Facebook para que sejam retiradas do ar publicações e compartilhamentos de conteúdos com calúnias sobre a memória da vereadora.

O magistrado também determinou que a rede social utilize todas as ferramentas disponíveis para impedir a publicação de novas postagens ofensivas à Marielle e que informe se os perfis de Luciano Ayan, Luciano Henrique Ayan e Movimento Brasil Livre patrocinaram as postagens.

Na decisão, o juiz Jorge Novelle destacou que o Facebook tem recursos para excluir as postagens que ofendem a honra de Marielle Franco, e que é inaceitável que a memória da parlamentar continue sendo desrespeitada.

“Não se há de tolerar, que a morte de Marielle, Mártir da História Contemporânea do Brasil, se repita, dia-a-dia, como vem ocorrendo, com a conivência, por omissão, especificamente do Réu, que se traveste numa rede social e vem permitindo a propagação de crimes como calúnia contra os mortos, ódio, preconceito de raça e gênero e abusos, contra alguém que já não tem como se defender, contra seus parentes, irmã e sua companheira, contra familiares e contra a Sociedade”, afirmou o juiz.

Marielle e o motorista, Anderson Pedro Gomes, foram mortos a tiros no Estácio, região central do Rio. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é a de execução.

Procurado pela reportagem, o Facebook respondeu por e-mail: "O Facebook respeita a justiça e removerá os conteúdos específicos de URL indicadas nos autos, conforme prevê a legislação brasileira”.