Rio de Janeiro Família acusa PMs de matarem jovem em Duque de Caxias

Família acusa PMs de matarem jovem em Duque de Caxias

Wallace de Souza Ribeiro voltava do trabalho quando foi atingido; testemunhas afirmam que agentes atiraram contra ele e amigos

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo*, do R7, com Record TV Rio

Familiares acusam policiais militares de terem causado a morte do jovem Wallace de Souza Ribeiro, de 28 anos, que foi atingido por um tiro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na última quarta-feira (9), quando voltava do trabalho.

Wallace deixou
 4 filhos

Wallace deixou 4 filhos

Reprodução/Record TV Rio

Testemunhas afirmaram que os agentes saíram de uma viatura do Batalhão de Choque, na avenida Presidente Kennedy, e efetuaram diversos disparos. Dois amigos de Wallace, que ele havia encontrado a caminho de casa, também foram atingidos.

As vítimas foram encaminhadas ao hospital de Saracuruna, mas Wallace não resistiu e morreu na manhã desta quinta (10). Não há informações sobre o estado de saúde dos outros feridos.

Parentes de Wallace relataram que os policiais só perceberam o erro quando verificaram a mochila do rapaz, que continha apostilas de estudo para a prova da Polícia Civil, que ele havia prestado no último fim de semana. 

"Era o sonho dele e, olha a ironia do destino, foi a própria polícia que matou ele", lamentou a viúva, Beatriz Fernandes, com quem o jovem era casado havia nove anos.

Além da esposa, Wallace deixou quatro filhos, todos com idades entre 4 e 8 anos. Ele trabalhava em uma funerária na Penha, zona norte do Rio.

Em nota, a PM afirmou que militares do Batalhão de Polícia de Choque tentavam abordar um veículo suspeito quando, na avenida Presidente Kennedy, foram atacados a tiros pelos ocupantes, o que deu início a um confronto.

De acordo com a corporação, após cessarem os disparos, as equipes realizaram buscas pela região, mas os criminosos não foram localizados. Posteriormente, os policiais foram informados de que dois homens com ferimentos provocados por disparo de arma de fogo haviam dado entrada no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes.

A ocorrência foi registrada na 60ª DP (Campos Elíseos), e dois fuzis da equipe ficaram à disposição da perícia, segundo a polícia.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 60ª DP, para apuração e esclarecimento do caso.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Fabíola Paschoal

Últimas