Rio de Janeiro Familiares acusam PMs da UPP Manguinhos por morte de jovem

Familiares acusam PMs da UPP Manguinhos por morte de jovem

Segundo Polícia Militar, rapaz teve um mal súbito quando foi abordado

Paulo Roberto morreu na madrugada desta quinta-feira

Paulo Roberto morreu na madrugada desta quinta-feira

Reprodução/Balanço Geral

Familiares de um jovem morto na madrugada desta quinta-feira (17), na comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio, acusam policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) pelo crime. Segundo moradores, Paulo Roberto, de 18 anos, teria morrido, por volta das 2h30, após ser espancado por pelo menos cinco PMs em um beco da favela.

O rapaz foi levado desacordado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região, mas não resistiu. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal). O caso foi registrado pela mãe da vítima na Delegacia de Bonsucesso (21ª DP).

De acordo com testemunhas, os PMs teriam dado socos e chutes no rapaz, além de arremessar por diversas vezes a cabeça dele contra as paredes do beco. Momentos antes da surra, o rapaz estava na companhia de outros jovens para consumir drogas. Segundo a mãe de Paulo, um policial conhecido como Martelo seria um dos autores do crime.

Uma perícia inicial foi realizada na manhã desta quinta e indicou que o sangue encontrado nas paredes das casas do beco é de origem humana.

Em nota, a PM informou que o jovem foi abordado por policiais e teria sofrido um mal súbito na hora. A corporação também disse que o policial acusado pela mãe da vítima não estava de serviço na região e ressaltou ele faz parte da tropa que ocupa o complexo do Lins.

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