Rio sob intervenção
Rio de Janeiro Forças Armadas deixam Angra após quatro dias de operações

Forças Armadas deixam Angra após quatro dias de operações

Tropas deixaram a região nesta segunda-feira (17); ações realizaram mais de 20 prisões sem nenhum tipo de confronto

Exército realiza 24 prisões sem confrontos em Angra

Blindados na região de Angra dos Reis

Blindados na região de Angra dos Reis

Reprodução/RecordTV Rio

As Forças Armadas começaram a deixar a região de Angra dos Reis, Costa Verde do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (17). Mais de 2 mil homens estiveram envolvido nas operações de patrulhamento, remoção de barricadas, revistas de pessoas e checagem de antecedentes criminais.

O balanço final das operações, divulgado na tarde de segunda-feira, aponta 24 presos, cinco armas apreendidas, entre pistolas e espingardas, além de carregadores, munições, explosivos e granadas, um uniforme da polícia militar e diversos tipos de drogas que ainda estão sendo contabilizadas.

Um corpo — ainda não identificado — também foi encontrado por militares na área de Sapinhatuba II. De acordo com as Forças Armadas, houve um confronto na noite anterior do início da operação.

O balanço mostra que foram feitas 10.845 revistas realizadas a moradores e motoristas em Angra. Um destaque desta operação foi a ausência de registros de confrontos envolvendo os militares.

De acordo com o Comando Conjunto, a "operação foi desencadeada segundo o planejamento estratégico de médio e longo prazos da Intervenção Federal, com base em necessidades levantadas pela Inteligência e segundo os mesmos critérios que apoiam o processo decisório relativo ao emprego das Forças Armadas na Segurança Pública".

Situação em Angra

A Prefeitura de Angra dos Reis decretou, no último mês de agosto, estado de emergência na segurança pública. A cidade passou por uma série de confrontos entre traficantes que disputavam territórios.

O prefeito da cidade, Fernando Jordão (MDB), cobrou uma maior participação do GIF (Gabinete de Intervenção Federal) no município, que possui usinas nucelares em sua região e precisa manter suas vias desobstruídas em casos de evacuação. Uma semana após entrar em estado de emergência, Fernando fez um novo decreto retirando o município desta posição.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.