Poucas horas antes da abertura dos Jogos OIímpicos nesta sexta-feira (5), o Rio de Janeiro teve protestos em Copacabana e na Tijuca. Os atos criticam os governos federal e fluminense e questionam os investimentos na Rio 2016. No começo da noite, PMs lançaram bombas de gás na praça Afonso Pena, na Tijuca, após manifestantes tentarem furar bloqueio, feito para evitar que eles se aproximem do estádio do Maracanã, onde acontece a abertura dos Jogos. Houve correria — a praça estava cheia de crianças —, ao menos dois feridos e dois manifestantes detidos. Às 18h30, a estação do metrô Afonso Pena foi fechada. Por volta das 16h30, a mesma manifestação também teve confronto entre PMs e manifestantes. Uma padaria na rua Conde de Bonfim foi destruída após policiais invadirem para prender um manifestante (foto). O comércio na região fechou as portas. O rapaz, identificado como Gabriel, foi levado para a 19ª DP, segundo a advogada Eloisa Samy. Assista em vídeo à confusão no estabelecimento
Bruna Oliveira/R7
Por volta das 17h50, manifestantes queimaram uma bandeira do Brasil (foto) e tentaram furar o bloqueio que os impede de chegar perto do estádio do Maracanã
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PMs reagiram lançando bombas de gás na praça Afonso Pena, também na Tijuca. O lugar estava cheio de crianças
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Ao menos duas pessoas que estavam na praça Afonso Pena ficaram feridas. Uma mulher teve um mal súbito durante a confusão e foi socorrida por integrantes da Cruz Vermelha (foto). Ela foi levada às 18h40 para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Ela seria ativista do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais)
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Houve correria na praça Afonso Pena, onde crianças aproveitavam o feriado decretado em razão da abertura das Olimpíadas.
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Policiais perseguiram os manifestantes que tentaram furar o bloqueio e houve detenções
Manifestantes se concentraram no começo da tarde na manifestação chamada “Os Jogos da Exclusão” na praça Saens Peña, na Tijuca
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A praça Saens Peña fica próxima ao estádio do Maracanã e os manifestantes discutiam, por volta de 15h, se iriam até o estádio, que tinha os acessos bloqueados. O ato atraiu a
atenção da imprensa internacional
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De acordo com Caroline Rodrigues, 28 de anos, assistente social que participava do protesto, "os Jogos de Exclusão são uma atividade criada por movimentos sociais, sindicatos e diversos órgãos que denunciam os gastos públicos para a produção do megaevento". — O que está na mídia é que a cidade é maravilhosa. Eduardo Paes tinha o discurso de que isso (os Jogos) traria desenvolvimento para a cidade, mas para quem? O sentindo dos Jogos de Exclusão é denunciar os acordos com políticos, capital financeiro e imobiliários
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Segundo Caroline, que trabalha na
Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), um dos órgãos
que apoiam os Jogos de Exclusão, de 2010 a 2016, foram removidas 23 mil
famílias de comunidades do Rio para obras da Copa e Olimpíadas. Ao todo, esse número
representa 77 mil pessoas que tiveram o direito à moradia violado
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Parte dos manifestantes cobriu os rostos durante o protesto. O grupo fechou o sentido centro da rua Conde de Bonfim
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Uma bandeira dos Jogos Olímpicos foi queimada
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Por volta das 16h20, a cavalaria da Polícia Militar esperava os manifestantes na rua Conde de Bonfim, altura da Moura Brito. De acordo com a pesquisadora Cintia Guedes, havia permissão para manifestação. — Os policiais disseram que receberam ordens de não deixar ninguém passar. O trajeto já estava negociado até a rua Afonso Pena e decidiram barrar. É o nosso direito de se manifestar