Rio de Janeiro Garis recolhem 350 toneladas de lixo eleitoral no Rio

Garis recolhem 350 toneladas de lixo eleitoral no Rio

As propagandas irregulares deixaram a cidade do Rio imunda durante o domingo de votação

Garis recolhem 350 toneladas de lixo eleitoral no Rio

Os papéis espalhados geravam risco de queda aos pedestres

Os papéis espalhados geravam risco de queda aos pedestres

Agência Brasil

A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) recolheu 350 toneladas de lixo eleitoral que deixaram a cidade do Rio imunda durante o domingo de votação. O trabalho especial de limpeza da capital fluminense começou às 7h de domingo (6) e terminou na manhã desta segunda-feira (6), com 2.600 garis e 244 veículos.

Durante as eleições, folhetos jogados no chão das ruas deixaram as calçadas sujas e escorregadias, provocando risco de quedas. Vale lembrar que a distribuição de panfletos e a exibição de cartazes é crime. O Estado do Rio teve o maior número de presos por boca de urna: 472, sendo 236 só na capital.

No domingo, a fiscalização do programa Lixo Zero esteve nas ruas com 102 equipes, que autuaram 78 pessoas por descarte de lixo no chão.

A sujeira incomodou eleitores em todos os bairros da cidade. Nas ruas do Leblon, a eleitora Isabela da Silveira lembrou que em todas as eleições a situação se repete.

— O que incomoda é ver a conivência dos candidatos com esse tipo de prática 'suja'.

Em Laranjeiras, além dos santinhos, foi possível notar pontos de boca de urna em frente aos locais de votação. Na tradicional rua do Catete, no Catete, os santinhos cobriam as calçadas em frentes às escolas usadas como pontos de votação. Uma jovem de 17 anos, que votava pela primeira vez e preferiu não se identificar, disse que era decepcionante esta situação.

— É triste ver isso. Ver que os candidatos querem nos convencer com propostas novas usando práticas atrasadas, de sujar a cidade.

Para a jovem, pessoas que sujam a cidade deveriam ficar “inelegíveis”. Na Baixada Fluminense, a situação era semelhante. Morador e eleitor de São João de Meriti, Jorge da Silva Augusto, conta que, em alguns lugares, o que se via "era um rio de santinhos", disse.

No bairro da Posse, em Nova Iguaçu, as ruas também estavam tomadas por santinhos. A eleitora Cristina Helena Monteiro destacou que durante o período eleitoral os candidatos tiveram tempo suficiente para divulgar sua plataforma, seu nome, número de inscrição e que, no dia da eleição, toda essa sujeira era desnecessária.

Em parte da zona oeste, as ruas também amanheceram da mesma forma. No início da manhã, carros ainda podiam ser vistos lançando grandes quantidades de papel nas ruas e calçadas. Em Campo Grande, bairro mais populoso da região, a sujeira podia ser vista por toda parte, piorando nos arredores das zonas eleitorais. Em alguns desses locais, pessoas também entregavam propaganda eleitoral aos pedestres.

Na Pedra de Guaratiba, também na zona oeste, grande quantidade de papel com fotos e números de candidatos já podia ser encontrada desde a noite de sábado (4), perto de escolas municipais e outros prédios que recebem eleitores.

Assista ao vídeo: