Coronavírus

Rio de Janeiro Governo do RJ cria comitê para fiscalizar hospitais de campanha

Governo do RJ cria comitê para fiscalizar hospitais de campanha

Medida foi tomada após denúncias sobre irregularidades em contratos, atrasos em inaugurações de unidades e troca do secretário de Saúde 

Fernando Ferry é o novo secretário de Saúde do Rio

Fernando Ferry é o novo secretário de Saúde do Rio

Divulgação/Governo do RJ

Em meio às denúncias sobre fraudes em contratos e mudanças no comando da Secretaria de Saúde, o governo do Rio de Janeiro instalou, nesta segunda-feira (18), um Comitê de Supervisão dos Hospitais de Campanha para fiscalizar a administração das unidades exclusivas para tratamentos de pacientes com covid-19.

O governo estadual anunciou que irá inspecionar "em todos os aspectos" os contratos com a organização social Iabas em relação à administração dos hospitais de campanha do Maracanã, de São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Casimiro de Abreu, Nova Friburgo e Campos dos Goytacazes.

O núcleo será coordenado pelo vice-governador Cláudio Castro, com apoio das secretarias Governo, Casa Civil, Saúde, Infraestrutura e Obras e Defesa Civil, além da Procuradoria Geral do Estado e da Controladoria Geral do Estado.

"O comitê tem o objetivo de dar todo o apoio necessário à Secretaria de Saúde para que a gente possa superar este momento de crise. Não podemos deixar que existam leitos não utilizados nesses hospitais de campanha enquanto há gente morrendo de coronavírus", disse o vice-governador Cláudio Castro.

Entre as denúncias envolvendo a Secretaria Estadual de Saúde está a fraude em contratos para aquisição de respiradores para hospitais de campanha. Na semana passada, a Operação Mercadores do Caos prendeu o ex-subsecretário Gabriell Neves.

No hospital de campanha do Maracanã, inaugurado há 15 dias, profissionais da saúde revelaram que cerca de 20 respiradores, equipamentos essenciais para o tratamento de pacientes graves, foram retirados da unidade para serem levados ao hospital de São Gonçalo, que deveria ter começado a funcionar no último fim de semana.

Em razão de "falhas na gestão de infraestrutura dos hospitais de campanha para atender às vítimas da covid-19”, o governador Wilson Witzel exonerou o secretário de Saúde, Edmar Santos, no domingo (17). No lugar dele, assumiu Fernando Ferry, diretor-geral do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.

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