Rio de Janeiro Governo do RJ deverá indenizar família de Amarildo em quase R$ 4 milhões

Governo do RJ deverá indenizar família de Amarildo em quase R$ 4 milhões

Estado também deverá pagar pensão. Mãe de criação e dois irmãos também são citados

Elizabete deverá ser indenizada pelo Estado por morte de Amarildo

Elizabete deverá ser indenizada pelo Estado por morte de Amarildo

Rede Record

A Justiça do Rio determinou nesta quinta (9) que o Governo do Rio de Janeiro deverá indenizar em R$ 3,8 milhões a família de Amarildo de Souza. O Estado ainda pode recorrer. O pedreiro de 42 anos desapareceu em julho de 2013. Imagens de segurança da própria Polícia Militar revelaram que ele foi colocado numa viatura, e desde então nunca mais foi visto.

A viúva, Elizabete Gomes da Silva, e os seis filhos de Amarildo receberão R$ 500 mil cada um. Além disso, eles receberão uma pensão mensal de 2/3 de salário mínimo. Os filhos até completarem 25 anos e Elizabete até completar 68 anos, que é a expectativa de vida atual. Também deverão receber indenização do Estado a mãe de criação e os dois irmãos do pedreiro, no valor de R$ 100 mil cada.

Na decisão, a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, afirma que “não resta a menor dúvida de que houve a ação dos agentes públicos nessa qualidade, a qual foi suficiente e necessária à causa do resultado morte da vítima, que foi torturada até a morte, na ação de policiais que no combate à criminalidade agem como criminosos”. 

Condenados

Em fevereiro, a Justiça condenou 13 policiais militares pela morte de Amarildo. A juíza Daniella Alvarez, da 35ª Vara Criminal do Rio, condenou os policiais a penas entre oito e 13 anos e sete meses de cadeia pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Doze agentes foram absolvidos dos crimes.

Até hoje, o corpo do ajudante de pedreiro não foi localizado e há inquéritos em curso para apurar o envolvimento de policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na ocultação do corpo de Amarildo.

Mantidos e expulsos

Em março deste ano, a Polícia Militar decidiu que três policiais suspeitos de participarem do desaparecimento seriam mantidos na corporação. Segundo a PM, os policiais foram submetidos a um processo administrativo disciplinar e medidas administrativas foram tomadas.

outros sete policiais, dos 25 envolvidos, foram expulsos. São eles: Jairo Conceição Ribas, Anderson César Soares Maia, Wellington Tavares da Silva, Douglas Roberto Vital Machado, Jorge Luiz Gonçalves Coelho e Fábio Brasil da Rocha da Graça.

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