Grupo da Casa Nem protesta contra reintegração de posse no RJ

Defesa afirmou que medida é considerada "ilegal e desumana" e fere o decreto que proíbe o despejo durante a pandemia do novo coronavírus

Cerca de 60 pessoas em vulnerabilidade moram na Casa Nem

Cerca de 60 pessoas em vulnerabilidade moram na Casa Nem

ANDRE MELO ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/27.07.2020

Os integrantes da Casa Nem, em Copacabana, na zona sul do Rio, realizaram um protesto nesta segunda-feira (27) após o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) determinar a reintegração de posse do prédio ocupado por 60 pessoas LGBT’s em estado de vulnerabilidade. 

De acordo com a Polícia Militar, os agentes acompanharam a manifestação, mas não houve ocorrências.

Na decisão, a juíza Daniela Bandeira de Freitas, da 15ª Vara Cível do Rio, destacou que a reintegração de posse foi autorizada devido ao estado do imóvel:

"Não possui condições suficientes e adequadas de habitabilidade, evidenciando local insalubre e que apresenta riscos para os próprios ocupantes", escreveu.

No entanto, a defesa do grupo afirmou que a ordem do TJ-RJ é considerada "ilegal e desumana" e fere o decreto que proíbe o despejo durante à pandemia do novo coronavírus.

A superintendente de Políticas LGBT do Rio de Janeiro, Carol Caldas, disse à Record TV Rio que durante esse período de isolamento social é preciso ter empatia com os moradores da Casa Nem. 

"É nosso papel sensibilizar a população para esta causa. Estamos em um momento de pandemia e temos que resguardar vidas”, afirma Carol.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira