Henry: Monique diz que primeiro advogado treinou versão
Professora fez acusações de manipulação contra primeira defesa do casal. Ela disse que advogado cobrou mais R$ 2 milhões
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*

A mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, em depoimento prestado à Justiça do Rio, nesta quarta-feira (9), fez acusações contra o primeiro advogado a representar o casal. De acordo com ela, o defensor fez treinamentos com ela, Jairinho e outras testemunhas na investigação.
A professora relatou que o advogado a forçou a dizer, em seu primeiro depoimento à polícia, que foi ela quem acordou com um suposto barulho no quarto de Henry. "Fui treinada para dizer que acordei o Jairinho e que ele dormiu a noite inteira", disse Monique.
Ainda de acordo com a mãe, o advogado cobrou R$ 2,3 milhões para entrar no caso. Ele alimentava um sentimento de raiva de Monique pelo pai do menino, Leniel Borel, e a fazia destacar coisas negativas sobre ele e positivas sobre Jairinho na mídia, segundo ela.
Monique também declarou que foi proibida pelo advogado de acessar notícias e os depoimentos de testemunhas. Ela afirmou que não soube das denúncias de agressão reveladas contra Jairinho, que foi indiciado por violência contra ex-namoradas e outras crianças, até ser avisada por sua família.
Além disso, ela declarou ter sido proibida de acompanhar a reconstituição da morte do filho pelo advogado, para não "estragar" o trabalho que ele havia feito até então.
Morte de Henry
Monique ainda afirmou que apenas "o filho, Deus e Jairinho" sabem o que aconteceu na noite da morte do menino. Ela descreveu que a situação era como um "pesadelo".
Na audiência, ao ser questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro sobre o que acredita que ocorreu no apartamento da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, Monique disse não saber o que levou à morte de Henry.
Ela não descartou a possibilidade de que o menino tenha ingerido medicamentos que tenham causado a laceração em seu fígado e ressaltou que Henry não possuía nenhum hematoma que indicasse que sofreu maus-tratos.
No entanto, a professora reforçou que estava dormindo no momento. "Temos provas de que eu estava dormindo, e ele acordado. E foi ele que fez, e não fui eu que fiz".
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira
