Caso Henry

Rio de Janeiro Henry: "Não há dúvidas de que houve violência", diz delegado

Henry: "Não há dúvidas de que houve violência", diz delegado

Polícia concluiu inquérito sobre morte de menino e diz que não há indícios de que Monique era coagida por Jairinho

Resumindo a Notícia

  • Monique e Jairinho respondem por homicídio, com tortura
  • Delegado diz que Monique sabia da rotina de agressões e se omitiu
  • Não há indícios de ameaças feitas de Jairinho para mãe do menino
  • Casal é indiciado também pelo crime de tortura
Casal é indiciado por homicídio duplamente qualificado

Casal é indiciado por homicídio duplamente qualificado

Reprodução/Record TV Rio

A Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito sobre a morte de Henry Borel, de 4 anos. A mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, vereador Dr. Jairinho, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chance de defesa da vítima, com pena prevista de 12 a 30 anos.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (4), o delegado Henrique Damasceno disse que o laudo concluiu que não houve acidente doméstico e de que “não há dúvidas de que a causa da morte foi violência”.

O policial afirmou ainda que não há indícios de que as ameaças relatadas por Monique em suas cartas sejam verdadeiras. Segundo ele, dias antes da morte de Henry, ela e Jairo tiveram uma briga, na qual ela mandou ele sair de casa mas disse que ele deveria continuar pagando as contas.

“Nós temos que deixar muito claro que houve uma mentira do começo ao fim, do primeiro depoimento. Nessas cartas existem muitos fatos que não são verdadeiros. Não tenho nenhum elemento de que essa mãe estivesse coagida. Ela estava muito ciente do que aconteceu com o filho dela”, disse.

Simulação descarta acidente

Simulação descarta acidente

Divulgação/PCERJ

Segundo a delegada assistente da 16ª DP (Barra da Tijuca), Ana Carolina Medeiros, Jairo ainda vai responder pelo crime de tortura, com o agravante de ter sido contra uma criança. Assim como ele, Monique Medeiros vai responder pela prática de tortura, mas com a modalidade de omissão. Ambos terão de 2 a 8 anos de reclusão neste crime.

O diretor do DGPC (Departamento Geral de Polícia da Capital), Antenor Lopes, declarou:

“Muito mais difícil que prender um vereador, político, médico da zona oeste do Rio de Janeiro, foi investigar, pedir a prisão e indiciar criminalmente uma mãe que perdeu um filho de 4 anos de idade."

Investigadores falam sobre encerramento de inquérito em entrevista coletiva

Investigadores falam sobre encerramento de inquérito em entrevista coletiva

Foto: Paulo Rubert/Record TV Rio

Em relação à funcionária do casal, Damasceno disse que a babá confessou ter mentido no primeiro depoimento a pedido de Monique. Houve, pelo menos, outro episódio de agressão ao menino, no dia 2 de fevereiro, em que o padrasto se trancou com a criança no quarto. Nesta data, Thayná de Oliveira contou ao namorado sobre o desespero de Henry em estar com Jairinho.

Thayná falou ainda que a criança chegou a rasgar a blusa dela pra não entrar no quarto com jairinho e que o então vereador pagou R$ 100 para ela.

A assessora técnica especial da Polícia Civil, Denise Rivera, ressaltou a importância da equipe médica que atendeu Henry na madrugada do dia 8, quando o casal levou o menino para um hospital particular na Barra da Tijuca.

Outros eventos de violência cometidos por Jairinho contra crianças estão a cargo da DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima).

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa 

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