Caso Henry

Rio de Janeiro Henry: Pai pede para ser assistente de acusação em processo

Henry: Pai pede para ser assistente de acusação em processo

Pedido feito pela defesa de Leniel Borel será analisado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

A defesa do pai do menino Henry, Leniel Borel, pediu à Justiça para ser assistente de acusação no processo que julga a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, pela morte da criança em março deste ano.

Henry morreu no dia 8 de março

Henry morreu no dia 8 de março

Reprodução/Instagram

A informação foi confirmada pelo advogado Leonardo Barreto, responsável pela petição entregue para análise do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

O casal está preso desde 8 de abril, quando foi decretada a prisão temporária por atrapalhar as investigações da Polícia Civil. As análises de troca de mensagens entre a mãe e a babá de Henry foram decisivas para os investigadores concluírem que o padrasto torturava o menino e a mãe tinha conhecimento das agressões.

No último dia 7, a Justiça aceitou a denúncia contra Monique Medeiros e Dr. Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tornando réu o casal no processo. Ambos negam as acusações. 

A morte de Henry teve ampla repercussão após o pai registrar o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca) em razão do laudo da necropsia no corpo da criança ter apontado hemorragia interna e laceração hepática. Inicialmente, o casal havia apresentado a versão de acidente doméstico, o que foi descartado pela perícia. 

Denúncia do MP-RJ

O promotor Marcos Kac denunciou Monique Medeiros e Dr. Jairinho por homicídio triplamente qualificado e também por coação e fraude processual. A mãe responde pelo crime de homicídio por omissão, já que tinha o dever de proteção e vigilância.

Monique também é acusada de falsidade ideológica pelo fato de, em 13 de fevereiro - data de um episódio de tortura anterior ao dia da morte de Henry - ter prestado declaração falsa no Hospital Real D’Or, em Bangu, para onde levou o menino.

Em um trecho da denúncia, a promotoria relata que "os intensos sofrimentos físicos e mentais a que era submetida a vítima como forma de castigo pessoal e medida de caráter preventivo consistiam em agressões físicas perpetradas pelo denunciado Jairo Souza Santos Junior".

Denúncias contra Dr. Jairinho:

- homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e crueldade);
- tortura;
- coação de testemunha.

Denúncias contra Monique:

- homicídio
- tortura omissiva
- falsidade ideológica
- coação de testemunha

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