Rio sob intervenção

Intervenção não vai ocupar comunidades, diz Braga Netto

Segundo interventor federal, forças de segurança farão apenas ações pontuais em comunidades, sem ocupação permanente

Intervenção não vai ocupar comunidades, diz Braga Netto

Equipe do interventor federal participou de coletiva

Equipe do interventor federal participou de coletiva

Reprodução/Secretaria de Segurança

 O interventor federal no Rio de Janeiro, general Braga Netto, apresentou nesta terça-feira (27) a equipe de secretários e falou sobre as principais medidas da intervenção no Rio de Janeiro. De acordo com Netto, o principal objetivo da intervenção no Rio é “recuperar a capacidade operacional do Estado do Rio de Janeiro na segurança pública e diminuir os índices de criminalidade”.

Segundo o interventor, durante a intervenção no Estado, não haverá ocupação permanente de comunidades. As forças de segurança devem fazer ações pontuais. Porém, podem haver mudanças em comunidades com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), segundo o secretário de Segurança general Richard Fernandez Nunes.

— Elas vão permanecer, mas já temos estudos que indicam necessidade de redirecionamento nessas áreas.

Netto também ressaltou que não há previsão de mudança na forma como as operações devem ocorrer no Estado.

— As Forças Armadas já participam desse tipo de ação, nós damos suporte para que a polícia execute as prisões.

Medidas operacionais

De acordo com o interventor, com a instalação do gabinete, o general Mauro Sinott, que vai comandar a unidade, deve começar a planejar medidas para que “a população perceba a sensação de segurança”.

Sinott apontou que o objetivo é atuar em “gargalos” para que haja uma melhoria na situação do Rio de Janeiro.

— Recomposição de efetivos é um gargalo que vai representar uma melhoria no policiamento efetivo. Existem projetos em andamento para que possamos apresentar resultados a curto prazo.

Sobre os recursos a serem utilizados durante a intervenção, Braga Netto afirmou que será mantido o que está no decreto do presidente Michel Temer (PMDB), usando o dinheiro do Estado, mas com aporte vindo de Brasília.

A coletiva foi realizada no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), no centro do Rio, onde será instalado o gabinete de intervenção. No encontro, foram apresentados também o secretário de Administração Penitenciária David Anthony, o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey Costa Junior.

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