Rio de Janeiro Justiça impede empresa de Eike Batista de modificar Marina da Glória 

Justiça impede empresa de Eike Batista de modificar Marina da Glória 

Argumento é de que as mudanças descaracterizariam o espaço, que foi criado para fins náuticos

Empresa de Eike Batista pretendia aumentar de 200 para 600 o número de vagas para barcos na Marina da Glória

Empresa de Eike Batista pretendia aumentar de 200 para 600 o número de vagas para barcos na Marina da Glória

Divulgação / Rex

A 11ª Vara Federal suspendeu a concessão dada pela prefeitura do Rio à empresa Rex, do bilionário Eike Batista, para a reforma na Marina da Glória, na zona sul do Rio. O juiz Vigdor Teitel entendeu que o projeto descaracterizaria o espaço, que foi criado para fins náuticos.

No fim de janeiro deste ano, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) havia aprovado a revitalização da área, com a construção de lojas e um centro de convenções, incluindo um prédio de 15 metros de altura. Desde o nascimento, o projeto criou polêmica por afetar cerca de 20 mil m² do Parque do Flamengo, que é tombado pelo Patrimônio Histórico desde 1965.

O objetivo de Eike Batista era multiplicar por quatro o faturamento da Marina da Glória e arrecadar até R$ 40 milhões por ano com a locação da área para eventos, vagas para barcos e estacionamento para carros.

Os planos, no entanto, foram frustrados no último dia 13 de maio, quando a Justiça Federal cancelou a concessão. O juiz Vigdor Teitel argumentou que “a exploração de serviços com finalidade comercial, permitindo a prestação de serviços de qualquer natureza e a realização de eventos culturais, sociais e esportivos, de forma indiscriminada e sem afinidades com a destinação náutica da Marina, encerrou um desvio de finalidade, por desvirtuar a destinação primária do bem público".

Cabe recurso à determinação da Justiça Federal.

Obras começariam em agosto

O Iphan só aprovou o projeto da Rex para a marina após mudanças na volumetria da construção de 15 metros de altura e na ocupação de uma área originalmente destinada a piqueniques e de um bosque.

A obra, segundo o arquiteto responsável, Índio da Costa, precisaria ser iniciada neste ano para ficar pronta até dezembro de 2015, quando o local deverá ser usado para a realização de um teste para a Olimpíada de 2016. 

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