Rio de Janeiro Justiça manda soltar suspeito de chefiar milícia na zona oeste do Rio

Justiça manda soltar suspeito de chefiar milícia na zona oeste do Rio

Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada substituiu prisão preventiva de PM e outros 15 réus do processo por medidas cautelares

  • Rio de Janeiro | Raíza Chaves, do R7*

Suspeito foi preso na Operação Ponto Firme

Suspeito foi preso na Operação Ponto Firme

Reprodução/Record Tv Rio

A Justiça soltou o capitão da Polícia Militar Leonardo Magalhães Gomes da Silva, conhecido como Capitão Léo e apontado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como chefe da milícia que controla os bairros Vargem Grande e Vargem Pequena, na zona oeste do Rio.

De acordo com o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) o juízo da 1ª Vara Criminal Especializada substituiu a prisão preventiva do acusado e de outros 15 réus do processo, por medidas cautelares, como comparecimento mensal na serventia, proibição de manter contato e de se aproximar das testemunhas do processo e a proibição de se afastar da comarca em que residem por mais de 15 dias sem autorização, entre outras.

De acordo com a decisão, “não mais se tem por presente, neste momento, ameaça devidamente delineada à ordem pública, à instrução criminal, pois que a mesma já se encontra encerrada, ou mesmo à futura aplicação da lei penal". Além de descartar "qualquer sinal de que os réus pretendam empreender fuga neste momento, com o escopo de se furtar ao cumprimento de eventual pena que lhes seja imposta".

Operação Ponto Firme

Uma operação, chamada de Ponto Firme, do MP-RJ com apoio da Polícia Civil e da Corregedoria da PM buscou desarticular no dia 9 de Julho de 2020, uma organização criminosa de "narcomilicianos" atuante em Vargem Grande, zona oeste do Rio.

Cinco mandados de prisão foram cumpridos e outros 11 ainda estão em andamento, entre eles dois policiais militares acusados de serem responsáveis por crimes como tráfico de drogas e armas de fogo, além de extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa.

Além disso, a ação executou 51 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo que age na região de Vargem Grande, Vargem Pequena e proximidades.

*Sob supervisão de PH Rosa

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