Caso Henry

Rio de Janeiro Justiça nega liberdade para Monique Medeiros e Dr. Jairinho

Justiça nega liberdade para Monique Medeiros e Dr. Jairinho

Casal está preso desde a última quinta (8) por atrapalhar as investigações da morte do menino Henry

  • Rio de Janeiro | Laura Rocha, do R7*

A Justiça do Rio negou o pedido de liberdade para Monique Medeiros e o vereador Dr. Jairinho nesta segunda-feira (12). A mãe e o padrasto de Henry Borel foram presos temporariamente, na última quinta (8), por atrapalhar as investigações.  A decisão é do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro).

Casal é suspeito por homicídio duplamente qualificado

Casal é suspeito por homicídio duplamente qualificado

FotoArena/Estadão Conteúdo - 08.04.2021

O magistrado destacou que a prisão temporária é cabível “quando imprescindível para as investigações do inquérito policial”.

De acordo com o desembargador, ainda há diligências em andamento e os argumentos apresentados pela autoridade policial são mais fortes para a manutenção da prisão.

A defesa considerou que o cerceamento da liberdade causou constrangimento ilegal e que a decisão foi influenciada por "sensacionalismo midiático".

Os advogados alegaram ainda que a prisão temporária de Monique seria uma “estratégia” para que a mãe entregue Jairinho, “como se ela soubesse de algo e, ainda assim, se mantivesse silente e omissa sobre a morte do filho”.

A defesa ainda questionou o processo de apreensão do aparelhos de Monique e Dr. Jairinho. Em resumo, a divulgação das conversas entre a babá e a mãe de Henry para a mídia interferiria no sigilo do processo. Além disso, foi apontada a falta de lacres no armazenamento de celulares e computadores recolhidos pela polícia, o que poderia levar a uma adulteração de provas.

Sobre a ida da babá e da empregada ao escritório dos advogados do casal no dia seguinte ao depoimento de Monique e Jairinho, ocorrido no último dia 17 de março, os advogados alegam que as funcionárias ainda não eram consideradas testemunhas na época e, por isso, o ocorrido não poderia ser interpretado como uma interferência.

A babá é investigada por falso testemunho após dizer em depoimento que a família tinha uma relação de harmonia. No entanto, a polícia descobriu uma troca de mensagens dela com a mãe, na qual relata agressões de Dr. Jairinho contra Henry, um mês antes da morte do menino.

A polícia descartou a versão de acidente doméstico apresentada pela mãe e pelo padrasto. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que o menino teve 23 lesões pelo corpo. A causa da morte foi hemorragia interna por lesão no fígado.

O casal poderá ser indiciado por homicídio duplamente qualificado. Monique segue detida no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, enquanto Jairinho, no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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