Operação Lava Jato

Rio de Janeiro Justiça nega recurso e mantém prisão preventiva de Sérgio Cabral

Justiça nega recurso e mantém prisão preventiva de Sérgio Cabral

Desembargadora contestou defesa, afirmando que ex-governador apresenta risco à ordem pública por exercer influência política

Justiça manteve prisão preventiva de Sérgio Cabral

Justiça manteve prisão preventiva de Sérgio Cabral

Arquivo/Agência Brasil

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou um recurso da defesa de Sérgio Cabral e manteve a prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro, decretada após investigação da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato, em 2017.

Na apelação pela soltura de Cabral, a defesa argumentou que não haveria risco de fuga do país pelo ex-governador, cujo passaporte está retido. Além disso, alegam que ele não apresenta risco à ordem pública por estar fora do governo desde 2014.

No entanto, a decisão da desembargadora federal Simone Schreiber, relatora do processo, considerou que "mesmo afastado de mandatos eletivos, [Cabral] ainda pode exercer influência política". Schreiber também ressaltou a quantidade e a gravidade das acusações contra o ex-governador.

Pela Operação Eficiência, Cabral foi condenado à pena de reclusão de 22 anos e oito meses pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, praticadas em um esquema de propinas para favorecer o empresário Eike Batista.

Além disso, Cabral cumpre prisão preventiva por outros dois processos da Justiça Federal do Rio de Janeiro e um da Justiça Federal do Paraná. Atualmente, ele está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

O ex-governador foi preso pela Polícia Federal em 2016 pela Operação Calicute, que apurou o desvio de verbas públicas federais em obras realizadas pelo governo do Estado. Desde então, ele já foi condenado 16 vezes em processos relacionados à Operação Lava Jato. Somadas, as penas chegam a 321 anos.

*Estagiário do R7​, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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