Rio de Janeiro Laudo da necropsia de policial assassinado no Rio aponta dois tiros nas pernas e um na barriga

Laudo da necropsia de policial assassinado no Rio aponta dois tiros nas pernas e um na barriga

Papiloscopista Renato Couto foi jogado ainda com vida no rio Guandu por militares que montaram emboscada na zona norte

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

Renato foi baleado três vezes

Renato foi baleado três vezes

Reprodução

O laudo da necropsia do papiloscopista Renato Couto de Mendonça, concluído nesta terça-feira (17), mostra que o policial civil morreu afogado e levou três tiros. Assassinado por três militares da Marinha e pelo dono de um ferro-velho, o agente foi baleado com um tiro em cada perna e um na barriga. 

Com os tiros, Renato sofreu hemorragia interna e externa. No entanto, a causa da morte foi asfixia mecânica pelo afogamento, o que significa que o policial foi jogado no rio Guandu ainda com vida.

Havia vestígios de grãos de areia e lama nas vias aéreas de Renato, concluiu o exame. O corpo do agente foi encontrado na última segunda-feira (16) na altura de Japeri, na Baixada Fluminense. 

A 18ª DP (Praça da Bandeira) ainda investiga as imagens em que Renato Couto aparece discutindo com o dono do ferro-velho. Há também um vídeo no qual a vítima é colocada dentro de uma van após ser baleada. 

A irmã de Renato, Débora Couto, afirma que ele já havia feito 18 boletins de ocorrência para registrar o furto de materiais de uma obra — onde a casa de sua mãe era construída, na Tijuca, zona norte do Rio. Ela ainda afirmou que o irmão conversou amigavelmente com o dono do ferro-velho da praça da Bandeira, Lourival Ferreira de Lima.

Lourival teria concordado em devolver o material roubado, mas acabou armando uma emboscada contra o papiloscopista juntamente com o filho, Bruno Santos de Lima, sargento da Marinha. Além deles, dois colegas de Bruno — Manoel Vitor Soares e Daris Fidelis Motta — participaram do crime. 

Bruno confessou a autoria dos disparos. Todos os quatro foram detidos no último domingo (15), quando o militar tentou tirar a própria vida na delegacia que investiga o caso. 

O juiz Rafael de Almeida Rezende negou os pedidos de liberdade das defesas dos militares e de Lourival Ferreira. Durante a tarde de segunda, os quatro suspeitos tiveram a prisão convertida em preventiva. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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