Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Marielle: Polícia vai fazer perícia em armas de batalhões da PM

Marielle: Polícia vai fazer perícia em armas de batalhões da PM

Submetralhadora usada em assassinato é de uso restrito de batalhões da polícia do Rio; armas passarão por confronto balístico

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DH quer identificar arma que matou Marielle Franco

DH quer identificar arma que matou Marielle Franco

Reprodução/Instagram

A DH Capital (Delegacia de Homicídios da Capital) vai recolher as submetralhadoras HK-MP5 das unidades de polícia que utilizam essa arma para tentar identificar de onde partiram os disparos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Civil à Record TV Rio. Após a reconstituição, a delegacia especializada confirmou que a arma usada no crime foi a submetralhadora de fabricação alemã.

Durante a reprodução simulada, realizada na madrugada do último dia 11, os agentes da Polícia Civil efetuaram disparos com quatro tipos de armas para que as testemunhas pudessem identificar os sons. Uma delas reconheceu o som da submetralhadora, que é utilizada por grupos de elite da Polícia Militar, incluindo o Bope (Batalhão de Operações Especiais), mas disse que no dia do crime o som era mais baixo.

Além de recolher as armas para fazer o confronto balístico, os investigadores também querem descobrir se o atirador utilizou abafadores ou se a arma tinha um silenciador de fábrica.

Na semana passada, uma testemunha envolveu o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando de Oliveira, também conhecido como Orlando Curicica, nas mortes de Marielle e Anderson. Segundo a testemunha, os dois teriam se reunido para planejar o assassinato da vereadora.

Um dia após a divulgação da delação, Siciliano convocou uma coletiva e disse que a afirmação da testemunha era um “factoide”. Já o ex-policial também se defendeu da acusação em uma carta entregue a seus advogados dizendo que nunca se encontrou com o vereador e que “com todo respeito à vereadora Marielle, eu nunca tinha ouvido falar dela”.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que os dois são investigados pela morte.

Na quarta-feira (16), Oliveira foi ouvido por policiais da DH em Bangu 1, onde está preso por homicídio. Segundo o advogado Paulo Andrade, ele negou mais uma vez participação no crime.

—Ele disse que caiu de bucha nessa história, que não tem nada a ver com o assassinato.

A Justiça do Rio autorizou, esta semana, que Orlando seja transferido para um presídio federal, porém, a defesa já entrou com habeas corpus para que ele seja solto.

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