Ministro do STJ adia depoimento de Witzel sobre fraudes na Saúde

O governador do Rio  já estava na sede do MPF quando saiu a decisão. Defesa alegou que não teve acesso a documentos

Witzel foi alvo da Operação Placebo

Witzel foi alvo da Operação Placebo

Carlos Magno/Governo do Estado do Rio de Janeiro - 26.05.2020

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro João Otávio de Noronha, atendeu a um pedido da defesa e adiou o depoimento do governador do Rio, Wilson Witzel, à PGR (Procuradoria Geral da República) nesta sexta-feira (10).

Witzel já estava na sede do MPF (Ministério Público Federal), na região central do Rio, quando saiu a decisão. Ele seria ouvido no inquérito que apura desvios de verbas na Saúde para combate da pandemia do novo coronavírus. 

Em nota, a defesa do governador alegou que não teve acesso a documentos relevantes ao processo, que foram mencionados no pedido de busca e apreensão contra Witzel.

"A decisão do ministro presidente do STJ se ajusta à consolidada jurisprudência do STF no sentido de que a prova já produzida em uma investigação deve ser franqueada à defesa, sob pena de cerceamento", escreveram os advogados de Witzel.

Fraudes na Saúde

Segundo as investigações, há indícios de que integrantes de um Organização Social e membros do Governo do RJ estejam envolvidos em um esquema de corrupção em contratos para compra de equipamentos e montagem de hospitais de campanha no combate à covid-19.

O inquérito deu origem à operação Placebo, realizada em maio, que teve Witzel como um dos alvos dos mandados de busca e apreensão.

Durante a mesma operação, a Polícia Federal também cumpriu mandados contra a esposa do governador, Helena Witzel, e o ex-secretário de Saúde do Estado, Edmar Santos, preso nesta sexta (10).